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domingo, 10 de maio de 2026

ENTIDADES DA MAGISTRATURA REPUDIAM CHARGE DA FOLHA


O CNJ, a Associação dos Magistrados Brasileiros e a Associação dos Juízes Federais do Brasil divulgaram notas de repúdio contra charge publicada pela Folha de S.Paulo ontem, 9, que ironizava a remuneração da magistratura com a imagem de uma lápide. 
A reação ocorreu poucos dias após a morte da juíza Mariana Francisco Ferreira, de 34 anos, após complicações de procedimento ligado à fertilização in vitro. As entidades consideraram a publicação ofensiva e insensível diante do luto da categoria, especialmente às vésperas do Dia das Mães. O presidente do CNJ, ministro Luiz Edson Fachin, afirmou que a liberdade de imprensa e o direito à crítica são pilares da democracia, mas devem ser exercidos com prudência, responsabilidade e consciência ética em momentos de dor coletiva.

Segundo o Conselho, a “deslegitimação contínua da magistratura” compromete estruturas essenciais de proteção das liberdades constitucionais e da estabilidade republicana. A Ajufe classificou a charge como “grave e insensível”, acusando a publicação de banalizar a morte e ignorar o impacto emocional da perda da magistrada. Já a AMB afirmou que a imagem transformou a magistratura em alvo de “escárnio” e ressaltou que o debate público não pode perder sua dimensão humana. As entidades reiteraram solidariedade à família da juíza, defenderam respeito institucional e afirmaram que críticas à magistratura são legítimas, mas não podem ultrapassar limites éticos e humanitários. 

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