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sábado, 23 de maio de 2026

CORRUPÇÃO DE QUASE US$ 2 BILHÕES NOS EUA


O presidente dos EUA, Donald Trump, criou um “fundo antiaparelhamento” de US$ 1,8 bilhão para indenizar pessoas que seu governo considere vítimas de perseguição judicial na gestão de Joe Biden. Especialistas alertam que o mecanismo pode beneficiar aliados políticos do republicano. 
O fundo surgiu de um acordo judicial entre Trump e a Receita Federal americana. Críticos classificaram a medida como um caso inédito de corrupção e uma tentativa de enriquecer aliados. Até republicanos demonstraram surpresa e ceticismo. Chamado de “anti-weaponization fund”, o fundo tem valor simbólico de US$ 1,776 bilhão, em referência ao ano da independência dos EUA. O objetivo declarado é compensar pessoas que sofreram “lawfare” ou uso político da Justiça. Na prática, o mecanismo mira investigados e condenados por casos ligados à invasão do Capitólio, em 6 de janeiro de 2021, e às tentativas de Trump de reverter o resultado eleitoral de 2020.

O acordo nasceu de um processo movido por Trump após o vazamento de suas declarações de imposto ao jornal The New York Times. O então presidente exigia US$ 230 milhões de indenização. Além do fundo, a Receita concordou em não cobrar impostos passados de Trump e familiares, dívida estimada em mais de US$ 100 milhões. O dinheiro virá do Fundo Judicial dos EUA, usado para pagar acordos e decisões judiciais sem necessidade de autorização específica do Congresso. Os pedidos serão avaliados por uma banca escolhida pelo secretário de Justiça. Entre os interessados está Enrique Tarrio, líder dos Proud Boys, condenado pela invasão do Capitólio e perdoado por Trump em 2025. Democratas acusam Trump de criar uma “conta secreta” para beneficiar aliados. A Casa Branca afirma que trumpistas foram perseguidos politicamente durante o governo Biden. 

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