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sábado, 23 de maio de 2026

ISRAEL COMETEU AGRESSÕES SEXUAIS CONTRA ATIVISTAS


A organização Global Sumud Flotilla acusou soldados de Israel de agressões e estupros contra ativistas detidos durante missão rumo à Faixa de Gaza. Mais de 400 pessoas foram presas e depois deportadas para a Turquia. O serviço prisional israelense negou as acusações e afirmou que todos os detidos foram tratados conforme a lei e com respeito aos direitos básicos. Vídeos divulgados pela organização mostram ativistas chegando de maca à Turquia, além de ferimentos e hematomas atribuídos à ação de soldados israelenses. Segundo a entidade, um dos barcos foi transformado em prisão improvisada com contêineres e arame farpado. O grupo relata 15 agressões sexuais, sendo 12 ocorridas na embarcação. A organização afirma que houve casos de estupro anal e penetração forçada com arma de fogo. A ativista francesa Mariem Hadjal disse à Reuters que os detidos foram levados contra a vontade para uma embarcação militar, onde sofreram violência sexual e agressões físicas. Ela relatou tapas, puxões de cabelo, joelhadas e assédio durante a detenção. A organização também afirma que ativistas sofreram fraturas, tiros de bala de borracha e choques com tasers.

O brasileiro Thiago Ávila, detido neste mês em outra missão da flotilha, afirmou que exames médicos foram feitos na Turquia para embasar processos em tribunais internacionais, como o Tribunal Penal Internacional (TPI). O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, causou crise diplomática ao divulgar vídeo ironizando os detidos em situações degradantes. O premiê Binyamin Netanyahu criticou a postura do ministro e disse que ela não condiz com os valores de Israel que negou acusações anteriores de tortura envolvendo Thiago Ávila e outros integrantes da flotilha. A organização já havia denunciado casos semelhantes em 2025, incluindo acusações feitas por jornalistas e ativistas estrangeiros. Israel rejeitou todas as denúncias.

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