Também aumentam rumores de uma nova ofensiva russa contra Kiev a partir de Belarus, repetindo a estratégia fracassada do início da guerra. O chanceler russo Serguei Lavrov avisou os EUA sobre o ataque em conversa com Marco Rubio. Mesmo assim, a embaixada americana segue funcionando normalmente. A Embaixada do Brasil informou que mantém os serviços regulares. O Itamaraty ainda não comentou possíveis mudanças de orientação. Países europeus reagiram de forma dura. Polônia, Alemanha, França e Reino Unido condenaram as ameaças russas e afirmaram manter suas representações ativas. A embaixadora da União Europeia em Kiev afirmou que ameaças a diplomatas demonstram “desespero”, não força. O bloco europeu convocou o representante russo para explicações. Já a China manteve o discurso de defesa do diálogo e evitou comentar uma possível evacuação de sua embaixada em Kiev.
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terça-feira, 26 de maio de 2026
RÚSSIA DEMONSTRA "DESESPERO" NÃO FORÇA
A Rússia fez um pedido inédito para que civis e diplomatas deixem Kiev diante da ameaça de um mega-ataque contra centros de decisão do governo ucraniano. Apesar do alerta, embaixadas estrangeiras mantêm suas atividades na capital. Na segunda-feira (25), o Ministério das Relações Exteriores russo recomendou que estrangeiros deixem a cidade e que moradores evitem prédios militares e governamentais. No domingo, Moscou lançou 600 drones e 90 mísseis, incluindo o novo Orechnik, desenvolvido para conflitos nucleares. O ataque mirou principalmente a região de Kiev. A Rússia afirmou que a ofensiva foi uma resposta à morte de 21 estudantes em Lugansk, área ocupada no leste ucraniano. A ameaça ocorre em meio à estagnação das negociações de paz e à perda de ritmo das tropas russas nas frentes de batalha.
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