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segunda-feira, 18 de maio de 2026

EX-GOVERNADOR RESPONDERÁ POR NOVAS ACUSAÇÕES


Flagrado por crimes ligados à apropriação de dinheiro público, o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, enfrenta novas acusações. Além do desvio de recursos, ele é investigado por suposta extorsão de empresas com dívidas fiscais. 
A investigação ganhou força após decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre relações entre o governo do Rio e a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos. Moraes autorizou buscas contra Castro e decretou a prisão preventiva do empresário Ricardo Magro, incluído na lista vermelha da Interpol. PF e MPF tratam o caso como corrupção envolvendo agentes privados, embora o poder público apareça como centro do esquema. O grupo político ligado a Castro tenta afastar o governador interino Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ. Condenado pelo TSE, Castro está inelegível até 2030, mas afirma que pretende disputar o Senado. Ele e o vice Rodrigo Bacellar são acusados de criar uma folha secreta de pagamentos com 27 mil cargos temporários na Ceperj e na UERJ. O esquema envolvia saques em dinheiro vivo que somaram R$ 248 milhões.

As investigações se dividem em quatro frentes principais: abuso de poder eleitoral no TSE; Operação Sem Refino no STF; processos ligados a Rodrigo Bacellar; e novos desdobramentos no Ministério Público Eleitoral. Apesar das acusações, Castro não foi preso nem afastado, pois deixou o governo em março. Já a Refit teve cerca de R$ 52 bilhões bloqueados e atividades suspensas. A decisão de Moraes aponta participação de agentes públicos, membros do Judiciário e policiais federais. O procurador Renan Saad e dois escrivães da PF foram afastados. O desembargador Guaraci Vianna também é investigado por favorecer o grupo. Segundo a PF, havia uma estrutura organizada de influência e pagamento de vantagens, com registros de contatos identificados pela palavra “Pix”. Foram cumpridos 17 mandados de busca e sete afastamentos de função pública. As investigações indicam que a Refit pode não ter sido o único alvo do esquema, que teria funcionado como uma engrenagem permanente de favorecimento político e econômico. 

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