A Polícia Federal cumpriu hoje, 26, mandados de busca e apreensão contra Cláudio Castro (PL), ex-governador do Rio, em investigação sobre suspeitas envolvendo o Banco Master. A decisão foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do STF. A PF apura possíveis crimes financeiros ligados a investimentos feitos pelo Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais. A operação é a 8ª fase da Compliance Zero, que investiga negócios do banco controlado por Daniel Vorcaro. Foram expedidos dez mandados no Rio e em Brasília. A ação é desdobramento da Operação Barco de Papel, deflagrada em janeiro, que identificou aportes de R$ 970 milhões do Rioprevidência em letras financeiras do Master entre 2023 e 2024. Segundo a PF, os investimentos chegaram a R$ 3 bilhões após novas aplicações em fundos do banco. As letras financeiras não têm garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), diferentemente dos CDBs. O Rioprevidência é um dos 18 institutos estaduais e municipais que aplicaram recursos bilionários no Master. A recuperação dos valores pode ser incerta em caso de liquidação do banco.
Castro já havia sido alvo da Operação Sem Refino, em maio, que investiga supostas irregularidades no setor de combustíveis envolvendo o grupo Refit, do empresário Ricardo Magro. As investigações apontam suspeitas de favorecimento a empresas do grupo e pagamento de propinas a agentes públicos. A defesa do ex-governador afirma que ele está à disposição da Justiça e que sua gestão seguiu critérios legais e técnicos. Castro renunciou ao governo em março para evitar possível cassação pelo TSE em processo sobre abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. O Rioprevidência é a autarquia responsável pela previdência dos servidores estaduais fluminenses. O ex-presidente do órgão, Deivis Marcon Antunes, foi preso em fevereiro no âmbito das investigações sobre os investimentos no Banco Master.
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