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domingo, 24 de maio de 2026

NOVAS PRÁTICAS NA ELEIÇÃO DIMINUEM DISTRITOS COMPETITIVOS NOS EUA



A pressão de Donald Trump para redesenhar distritos eleitorais nos EUA desencadeou uma onda de mudanças com impacto esperado nas eleições legislativas de novembro. Em dez meses, dez estados já alteraram ou discutem alterar seus mapas eleitorais para favorecer republicanos ou democratas. 
Trump quer ampliar a estreita maioria republicana na Câmara, hoje de 217 deputados contra 212 democratas. Estados como Texas, Flórida, Ohio, Tennessee e Alabama já adotaram ou estudam mudanças favoráveis aos republicanos, enquanto Califórnia e Utah tendem aos democratas. As projeções indicam ganho de 8 a 10 cadeiras para os republicanos. O processo, conhecido como “gerrymandering”, consiste em redesenhar distritos para beneficiar partidos e normalmente ocorre apenas após o Censo, a cada dez anos. Agora, porém, as mudanças acontecem no meio da década, com motivação explicitamente política. A prática perdeu força ao longo do século 20, mas voltou após decisões recentes da Suprema Corte. Em abril, o tribunal abriu espaço para maior uso de critérios raciais na definição dos distritos ao derrubar um mapa da Louisiana baseado na Lei dos Direitos do Voto.

No Tennessee, por exemplo, a região de Memphis, historicamente representada por um distrito de maioria negra, foi dividida em três áreas distintas, reduzindo as chances de eleitores negros elegerem representantes democratas. Especialistas apontam ainda um efeito polarizador: os novos mapas diminuem o número de distritos competitivos. Segundo o The New York Times, ao menos 13 distritos disputados desapareceram após os redesenhos recentes. Nos EUA, cada estado é dividido em distritos com população semelhante, e cada eleitor vota apenas nos candidatos de sua região. Como os mapas são definidos pelos Legislativos estaduais, o partido que controla o estado costuma ter vantagem para moldar os distritos a seu favor.

 

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