O bloqueio energético imposto pelos EUA já impacta a economia cubana. O governo relatou falta de diesel e óleo combustível, além de protestos contra apagões. Moradores descrevem clima de tensão causado pela crise econômica e incerteza política. “Os apagões são intermináveis”, afirmou Jorge, artista e vigia noturno em Havana. A mídia americana informou que o Departamento de Justiça prepara possível indiciamento de Raúl Castro. Ao mesmo tempo, Washington ofereceu US$ 100 milhões em ajuda humanitária direta aos cubanos. Os recursos seriam distribuídos pela Igreja Católica e organizações independentes do governo. O secretário de Estado Marco Rubio demonstrou ceticismo sobre mudanças sob a atual liderança cubana. Especialistas avaliam que o regime pode tentar suportar o aumento da pressão econômica. Ricardo Zúniga, ex-integrante do governo Obama, disse que a elite cubana resiste a perder o poder. Analistas também discutem se uma estratégia militar poderia provocar mudanças políticas em Cuba. Um ex-funcionário americano afirmou que uma ação militar exigiria algum tipo de ocupação. Já Emilio Morales, do Havana Consulting Group, acredita que a pressão externa poderia gerar resultados rápidos.
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domingo, 17 de maio de 2026
TRUMP QUER INVADIR CUBA
O governo Trump aumenta a pressão para que Cuba abra sua economia e amplie liberdades políticas. Mesmo com o conflito no Irã, os EUA usam sanções, indiciamentos e promessas de ajuda para influenciar negociações. Em visita surpresa à ilha, o diretor da CIA, John Ratcliffe, afirmou que Cuba teria uma “rara chance” de estabilizar sua economia. Também houve ameaça implícita de ação militar semelhante à realizada na Venezuela em janeiro, quando Nicolás Maduro foi capturado. Segundo autoridades americanas, Cuba não deveria duvidar de que Trump cumprirá suas ameaças. As negociações começaram em fevereiro, mas Washington demonstra crescente frustração nas últimas semanas. A Casa Branca teme que Havana esteja apenas ganhando tempo enquanto o conflito no Irã se prolonga. Os EUA exigem abertura econômica, mais investimento estrangeiro, fortalecimento do setor privado e libertação de presos políticos. Analistas veem sinais de aproximação: Cuba divulgou a visita do chefe da CIA e libertou presos políticos. Em comunicado no jornal Granma, o regime afirmou que Cuba não representa ameaça à segurança dos EUA. Havana também contestou sua inclusão na lista americana de países apoiadores do terrorismo. Apesar das negociações, Washington ampliou a pressão econômica sobre a ilha. Novas sanções atingiram a Gaesa, conglomerado militar ligado ao turismo, comércio e finanças cubanas. Os EUA também ampliaram possíveis sanções contra empresas estrangeiras que atuam em Cuba. A medida levou a canadense Sherritt a deixar uma parceria de mineração de níquel e cobalto. Hotéis administrados por empresas estrangeiras também podem ser afetados.
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