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quinta-feira, 21 de maio de 2026

TRUMP PASSA A PERSEGUIR LÍDER CUBANO


A pressão dos EUA sobre Cuba chegou ao principal símbolo vivo da Revolução Cubana. O Departamento de Justiça americano indiciou o ex-presidente Raúl Castro, de 94 anos, por assassinato, conspiração e destruição de aeronave, pela derrubada de dois aviões civis em 1996. O presidente Donald Trump comemorou a acusação, mas afirmou não querer ampliar as tensões com Havana. Segundo ele, Cuba “está caindo aos pedaços”. O procurador-geral interino Todd Blanche disse esperar que Raúl seja preso. O governo cubano reagiu rapidamente. O presidente Miguel Díaz-Canel classificou a ação como política e sem base jurídica, afirmando que Cuba agiu em “legítima defesa” dentro de suas águas territoriais. O secretário de Estado Marco Rubio anunciou oferta de US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos para os cubanos, desde que a distribuição seja feita pela Igreja Católica. Também culpou o governo da ilha pela crise econômica e pelos apagões. Para o professor Paolo Spadoni, da Augusta University, a acusação dificilmente levará à extradição de Raúl, mas aumenta a pressão dos EUA sobre Cuba e mantém abertas possibilidades mais duras contra o regime.

Em 24 de fevereiro de 1996, caças cubanos derrubaram dois aviões da organização Hermanos al Rescate no Estreito da Flórida, matando quatro tripulantes. Uma terceira aeronave conseguiu escapar. Na época, Raúl era ministro da Defesa. Aos 94 anos, Raúl Castro continua influente em Cuba, apesar de aposentado. Governou o país entre 2006 e 2018, sucedendo o irmão Fidel Castro. Durante seu governo, promoveu reformas econômicas limitadas, ampliando a iniciativa privada e permitindo viagens ao exterior. Na Bolívia, o presidente Rodrigo Paz anunciou mudanças no gabinete após semanas de protestos e bloqueios em La Paz. Camponeses, transportadores e mineiros exigem maior participação no governo em meio à pior crise econômica do país em quatro décadas.

 

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