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segunda-feira, 18 de maio de 2026

PROGRAMA DE TRUMP NO ESTREITO DE HORMUZ SEM CREDIBILIDADE


Dois meses após Donald Trump anunciar seguro para navios no estreito de Hormuz, 
o programa dos EUA ainda não desembolsou nenhum dólar. Em março, Trump prometeu cobertura “a preço razoável” para embarcações que cruzassem a região com segurança, após o Irã bloquear virtualmente a passagem e atacar navios. O governo recrutou Chubb e AIG para oferecer cobertura e tentar reduzir preços do petróleo ao reativar a rota, por onde passa 20% da produção mundial de petróleo e gás. Mesmo assim, o programa de até US$ 40 bilhões não foi usado, embora os seguros sigam muito acima dos níveis pré-guerra. Corretores afirmam que o plano fracassou porque dependia de escolta naval americana, nunca implementada. Os EUA escoltaram apenas dois navios em maio, durante o breve “Projeto Liberdade”. A DFC administra o esquema criado após postagem de Trump prometendo seguro de risco político ao comércio marítimo no golfo Pérsico. Segundo a Chubb, o programa só vale com escolta naval.

O mercado marítimo global segue dominado pelo Lloyd’s de Londres, apesar de especulações sobre avanço americano no setor. Especialistas afirmam que o maior obstáculo não é o seguro,
mas o risco físico para tripulações, navios e cargas. Desde o início do conflito, 38 embarcações foram atacadas e 11 marinheiros morreram, segundo a OMI. As taxas atuais variam entre 3% e 8% do valor do navio, ante frações percentuais antes da guerra. Seguradoras atuam em esquema de “não pergunte, não conte” para reduzir exposição a sanções ligadas ao Irã. A DFC diz que poderá liberar US$ 40 bilhões se necessário 

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