O ex-governador do DF Ibaneis Rocha anunciou um “realinhamento de posições” com a governadora Celina Leão, ao lado da direção do MDB. Embora neguem rompimento, o partido deixou claro que quer espaço na chapa majoritária ao Buriti e ao Senado em 2026. Celina respondeu publicamente dizendo que a relação deve ser baseada em respeito institucional, mas sem subordinação política. Ela afirmou que foi leal enquanto vice-governadora, mas destacou que agora governa com autonomia. A governadora também declarou ter herdado crise no Banco de Brasília e dificuldades orçamentárias. Segundo ela, o atual governo terá identidade própria, com transparência e foco social. Ibaneis afirmou que o MDB apostou em Celina como continuidade da gestão iniciada em 2019, mas relatou “decepções” recentes. Mesmo sem romper, reforçou que o MDB não abrirá mão do espaço político conquistado no DF. O presidente da CLDF, Wellington Luiz, defendeu a manutenção da força do MDB no cenário local.
Já o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, afirmou que o partido considera prioridade disputar o Governo do DF ou o Senado em 2026. Segundo ele, não existe hipótese de o MDB ficar fora da chapa majoritária. Celina, por sua vez, disse que sua prioridade é resolver os problemas do Distrito Federal, e não discutir eleições. Ela reforçou que seguirá governando sem ressentimentos, mas com firmeza e independência. Nos bastidores, aliados apontam incômodo do MDB com a aproximação de Celina de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, possíveis candidatas ao Senado. A oposição explorou o episódio. O ex-governador Rodrigo Rollemberg afirmou que houve desgaste político dentro do governo. Já parlamentares como Fábio Felix e Chico Vigilante avaliaram que o movimento demonstra tensão entre Celina e Ibaneis, embora ainda não represente rompimento definitivo.
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