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sábado, 23 de maio de 2026

RADAR JUDICIAL


EXPLOSÃO EM MINA, NA CHINA: 90 MORTOS

Ao menos 90 pessoas morreram após uma explosão em uma mina de carvão na China, na noite de ontem, 22. Outras nove seguem presas no subsolo, enquanto 123 sobreviventes estão hospitalizados. O acidente ocorreu na mina Liushenyu, em Changzhi, na província de Shanxi, principal região carbonífera do país. Segundo a agência estatal Xinhua, 247 funcionários trabalhavam no local no momento da explosão. Até a manhã de hoje, 23, 201 pessoas haviam sido resgatadas com vida. Cerca de 350 equipes participam das buscas pelos desaparecidos. A causa da explosão ainda é investigada, e um responsável pela empresa foi detido. O presidente chinês, Xi Jinping, pediu prioridade no resgate e punição aos culpados. Mineiros relataram fumaça intensa e forte cheiro de enxofre antes do desmaio de trabalhadores. O acidente é o pior da mineração chinesa desde 2009, quando 108 pessoas morreram em outra explosão no país.


CUBANOS EM DEFESA DE RAUL CASTRO

Milhares de cubanos participaram, em Havana, de um ato convocado pelo governo em apoio ao ex-presidente Raúl Castro, irmão de Fidel Castro. Aos 94 anos, Raúl foi indiciado nos Estados Unidos por assassinato, em meio ao aumento da pressão de Washington sobre Cuba, que inclui bloqueio energético, envio de porta-aviões ao Caribe e ameaças de intervenção militar. Os manifestantes, liderados pelo presidente Miguel Díaz-Canel, entoaram palavras de apoio ao líder cubano. Raúl não compareceu, mas foi representado por familiares. Sua filha, Mariela Castro, classificou o processo judicial como ilegal e afirmou que Cuba está preparada para “combater o imperialismo”. Também participaram Alejandro Castro e outros familiares ligados às negociações diplomáticas entre Cuba e EUA. O indiciamento se refere ao episódio de 1996, quando dois aviões da organização anticastrista “Irmãos pelo Resgate” foram derrubados perto da costa cubana, causando a morte de quatro cubano-americanos. Na época, Raúl Castro ocupava o cargo de ministro da Defesa. 

LEITURA É DIREITO DE CIDADANIA

“O Poder das Palavras e Outros Poderes”, novo livro de José Castilho Marques Neto, reúne 26 artigos da coluna “Leituras Compartilhadas”, do jornal literário Rascunho. A obra defende a leitura como direito de cidadania e política pública permanente. Filósofo, editor e ex-coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura, Castilho afirma que o livro busca ampliar o debate sobre leitura no Brasil. Segundo ele, o país ainda trata leitura e escrita com descaso, inclusive em setores progressistas. Os textos foram selecionados pelo editor e escritor Carlos Alberto Gianotti. O autor diz que preferiu não fazer a própria curadoria. Castilho destaca que leitura e escrita atravessam todas as áreas da vida social e não devem ficar restritas a especialistas. Ele também aponta que, mesmo durante o governo de Jair Bolsonaro, cresceram iniciativas de bibliotecas comunitárias e ações culturais nas periferias. Segundo o autor, pesquisas mostram avanço no número de leitores entre mulheres pretas das periferias e expansão das bibliotecas comunitárias no país. Apesar disso, afirma que o Brasil ainda tem uma dívida histórica na formação de leitores.

SUSPENSO CONTRATO DO BRB COM FLAMENGO

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) suspendeu, na sexta-feira (22), um contrato de R$ 42 milhões entre o Banco de Brasília (BRB) e o Flamengo. A decisão foi tomada em caráter liminar após ação popular. Os autores alegam que o BRB enfrenta crise financeira por prejuízos ligados ao Banco Master, tornando injustificável o repasse milionário ao clube. Segundo a ação, a parceria publicitária causaria dano ao patrimônio público diante da suposta falta de retorno institucional compatível com os valores investidos. O Distrito Federal contestou o pedido, afirmando que o contrato foi firmado exclusivamente pelo BRB, empresa de economia mista com autonomia administrativa, financeira e patrimonial. A 8ª Vara de Fazenda Pública determinou a suspensão provisória do acordo até julgamento do mérito do processo.

EXPECTATIVA DE VIDA ENTRE GRUPOS

Um estudo do IMDS e do Cedeplar/UFMG revelou diferença superior a 14 anos na expectativa de vida entre grupos da população brasileira. A desigualdade é influenciada principalmente por gênero (56%), raça (23%) e região (21%). Enquanto um homem negro em Alagoas vive, em média, 66,7 anos, uma mulher branca em Santa Catarina chega a 80,9 anos.
Santa Catarina lidera os índices de longevidade; Alagoas apresenta os piores resultados. Os maiores déficits para a população negra concentram-se no Norte e Nordeste. Entre homens, a violência explica quase metade da diferença racial na expectativa de vida. Homicídios atingem principalmente jovens negros de 15 a 34 anos. Segundo o FBSP, 91% das vítimas de homicídio são homens e 79% negros. Entre mulheres, doenças cardiovasculares, câncer e problemas respiratórios ampliam a desigualdade racial. Especialistas apontam saneamento precário, menor acesso à saúde e emprego informal como causas regionais. O estudo cruzou dados do IBGE, SUS e Atlas do Desenvolvimento Humano. Os autores defendem políticas públicas direcionadas para reduzir desigualdades de raça, gênero e território.

Salvador, 23 de maio de 2026.

Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.

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