Demência” é um termo genérico que vai muito além da perda de memória. Ela pode afetar fala, comportamento, sono, visão e movimentos. Existem mais de 100 tipos de demência. A doença de Alzheimer representa cerca de 60% dos casos. Os outros 40% incluem formas raras e difíceis de diagnosticar. Conhecer os sinais precoces ajuda no cuidado adequado. A atrofia cortical posterior (ACP) afeta visão e orientação espacial. Os pacientes podem ter alucinações visuais e dificuldade para calcular distâncias. Ler, subir escadas e identificar objetos tornam-se tarefas difíceis. Os sintomas surgem geralmente entre 55 e 65 anos. Pesquisadores investigam se a ACP é uma forma atípica de Alzheimer. A doença de Creutzfeldt-Jakob é extremamente rara e agressiva. Afeta cerca de uma pessoa por milhão no mundo. É causada pelo mau dobramento de proteínas priônicas. A doença evolui rapidamente, causando perda de memória e movimentos involuntários. Pode ter relação genética ou, raramente, contaminação alimentar. A FTD-MND combina demência frontotemporal com doença do neurônio motor. Além de alterações cognitivas, provoca fraqueza muscular e dificuldade para engolir. Entre 10% e 15% dos pacientes com demência frontotemporal desenvolvem a condição. Ela pode ser hereditária, ligada ao gene C9orf72.
A paralisia supranuclear progressiva (PSP) também é rara. Ela afeta movimento, equilíbrio e visão. Pacientes sofrem quedas frequentes e dificuldade de locomoção. A doença é frequentemente confundida com Parkinson. Ainda não existe cura para esses subtipos de demência. Medicamentos disponíveis ajudam principalmente nos casos de Alzheimer. Por isso, o diagnóstico precoce é essencial. Mudanças de comportamento, dificuldades motoras, problemas de visão e fala podem ser sinais importantes. Compreender os diferentes tipos de demência ajuda a melhorar o tratamento e o suporte aos pacientes.
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