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quarta-feira, 20 de maio de 2026

MOSTRA DESTACA RELAÇÃO ENTRE TRUMP E EPSTEIN


Em meio às galerias de Tribeca, em Nova York, uma exposição chama atenção: a “Sala Memorial de Leitura Donald Trump e Jeffrey Epstein”, onde as pessoas apresentam um QR Code e entram no local. O espaço reúne 3,5 milhões de páginas de arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA sobre Jeffrey Epstein, financista condenado por abuso sexual que morreu em 2019. A mostra foi criada pelo Institute for Primary Facts, organização sem fins lucrativos de Washington voltada à defesa da transparência pública. O endereço só é revelado 24 horas antes da visita, após cadastro online. Segundo David Garrett, fundador do instituto, a ideia surgiu porque os documentos liberados pelo governo não receberam a atenção pública necessária. A exposição busca pressionar por mais transparência e destacar a relação entre Trump e Epstein. Além dos arquivos, mais de 7 toneladas, há uma linha do tempo sobre a convivência dos dois, desde 1987, quando se tornaram vizinhos em Palm Beach, na Flórida. Em entrevista antiga à New York Magazine, Trump disse conhecer Epstein havia 15 anos e afirmou que era “muito divertido” estar com ele.

Relatos da imprensa americana indicam que Trump rompeu relações com Epstein em 2007, após comportamento inadequado do financista com uma adolescente em Mar-a-Lago. Trump nega envolvimento nos crimes e afirma ter se afastado antes das acusações públicas. A mostra também dedica um espaço às vítimas, com velas e painéis para depoimentos dos visitantes. Garrett critica o Departamento de Justiça por divulgar documentos sem proteger adequadamente nomes de vítimas, enquanto teria preservado identidades de possíveis cúmplices. Por isso, o acesso integral aos arquivos é restrito a jornalistas, congressistas e advogados das vítimas. Para os organizadores, a falta de transparência ameaça a democracia americana. A exposição fica em Nova York até 21 de maio e depois deve seguir para cidades como Washington. 

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