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domingo, 17 de maio de 2026

CHINA AVANÇA E EUA PARAM


A cúpula em Pequim reacende o debate sobre a disputa entre EUA e China. 
Há seis anos, previa-se uma “década chinesa”, não um “século chinês”. A ideia era que a China atingiria o auge antes de perder fôlego. Parte dessa previsão falhou por causa da pandemia de Covid-19. Na época, parecia que Pequim lidava melhor com a crise sanitária. Depois, os lockdowns prolongados trouxeram danos sociais e econômicos. Ainda assim, os anos 2020 favoreceram a influência chinesa. Os EUA enfrentaram crises políticas e desgaste de liderança. Isso fortaleceu a imagem de estabilidade do governo Xi Jinping. O desacoplamento econômico entre EUA e China avançou parcialmente. Mesmo assim, a China mantém enorme vantagem industrial. O país também segue crescendo em ciência e tecnologia. 
Os EUA lideram IA de ponta, mas não dominam a produção industrial. A China supera os americanos em robôs, drones e navios. As guerras recentes também levantaram dúvidas sobre o poder militar dos EUA. O desgaste americano diante do Irã preocupa estrategistas ocidentais. Hoje, a China parece mais forte que a antiga União Soviética. Mas o futuro de longo prazo ainda é incerto para Pequim.

O crescimento econômico chinês desacelerou nos últimos anos. A Iniciativa Cinturão e Rota sofreu vários reveses internacionais. Os EUA voltaram a crescer mais rápido após a pandemia.
Talvez a China nunca ultrapasse os americanos em PIB nominal. O maior problema chinês, porém, é demográfico. A taxa de fecundidade caiu para cerca de um filho por mulher. Os jovens demonstram menos interesse em casamento e filhos. Isso ameaça o futuro econômico e estratégico do país. Sem revolução tecnológica, o envelhecimento pode limitar o poder chinês. A dúvida final é se Xi Jinping acredita que o auge da China já chegou. 

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