TRUMP, NETANYAHU E PUTIN SÃO "MONSTROS"
O cineasta espanhol Pedro Almodóvar criticou Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Vladimir Putin, chamando-os de “monstros”, durante coletiva no Festival de Cannes. O diretor afirmou que a Europa deve agir como “escudo” contra líderes que desrespeitam o direito internacional. “Trump deveria saber que há um limite para seus delírios”, declarou. Usando um broche com a frase “Palestina livre”, Almodóvar defendeu que artistas têm dever moral de se posicionar diante de guerras e violações internacionais. “Devemos falar com clareza sobre as piores coisas que acontecem”, disse. No festival, ele apresentou o filme Natal Amargo, concorrente à Palma de Ouro. O longa retrata um cineasta em crise criativa. Esta é a sétima vez que Almodóvar disputa o principal prêmio de Cannes. Dias antes, o ator Javier Bardem também criticou Trump, Putin e Netanyahu no festival. Bardem atribuiu aos três uma “masculinidade tóxica” responsável por milhares de mortes.
A Justiça francesa considerou a Airbus e a Air France culpadas por homicídio culposo no acidente do voo AF447, que caiu em 2009 entre Rio de Janeiro e Paris e matou 228 pessoas. A decisão ocorre quase 17 anos após a maior tragédia aérea da França. As empresas foram apontadas como “únicas responsáveis” pelo desastre. Cada uma recebeu multa máxima de 225 mil euros (cerca de 1,3 milhão de reais). Em 2023, elas haviam sido absolvidas em primeira instância. Na época, o tribunal não encontrou nexo causal direto com o acidente. O Ministério Público mudou de posição e pediu condenação por homicídio culposo. Airbus e Air France alegaram que a culpa foi de decisões dos pilotos em emergência. O acidente ocorreu após falhas ligadas ao congelamento de sondas de velocidade. Isso levou a um estol da aeronave, segundo investigadores franceses. Familiares das vítimas consideram a decisão um reconhecimento simbólico. Ainda podem ocorrer recursos ao tribunal superior, prolongando o caso.
Três instituições brasileiras aparecem entre as 90 melhores escolas de negócios do mundo no ranking anual do jornal Financial Times. A lista exige faturamento mínimo de US$ 1 milhão em 2025 e credenciamento internacional. A Europa domina as primeiras posições, lideradas pela London Business School. Entre os cursos de matrícula aberta, as brasileiras ficaram no top 20 mundial. A Fundação Dom Cabral ficou em 4º lugar pelo segundo ano seguido, sendo a única do país no top 5. A Fundação Getúlio Vargas alcançou a 12ª posição, sua melhor marca recente. Já o Insper apareceu em 19º lugar. A espanhola IESE Business School ficou em 3º lugar nos programas abertos. A SKEMA Business School apareceu na 35ª posição. O ranking considera pesquisas com escolas e ex-alunos dos programas. Os critérios analisam ensino, corpo docente, diversidade, feedback e crescimento de receita. Segundo o levantamento, cresce a procura por cursos ligados à geopolítica e sustentabilidade empresarial.
ESTUDANTES PROTESTAM CONTRA GOVERNADOR
Estudantes da USP, Unesp e Unicamp protestaram contra Tarcísio de Freitas ontem, 20, em São Paulo. O ato começou às 14h e seguiu até por volta das 19h. A manifestação foi convocada pelo DCE Livre da USP. O protesto integra a mobilização iniciada após a greve estudantil de 15 de abril. O ato ocorreu dias após a desocupação da reitoria da USP pela PM, em 10 de maio. Os estudantes consideram a ação policial violenta e o grupo reuniu no Largo da Batata, em Pinheiros. Depois, seguiu em marcha até o Palácio dos Bandeirantes. Os manifestantes defendem permanência estudantil e contratação de professores e cobram melhorias na estrutura universitária, criticam privatizações, como as da Sabesp e dos transportes. Os estudantes também denunciam violência policial, despejos e moradia precária.
EUA AMEAÇAM PRENDER RAÚL CASTRO
A China denunciou o “abuso dos meios judiciais” após os EUA indiciarem o ex-líder cubano Raúl Castro pela derrubada de aviões em 1996. Pequim afirmou que se opõe a sanções unilaterais ilegais e à pressão externa contra Cuba. O governo chinês pediu que os EUA parem de usar sanções e ações judiciais contra a ilha. Raúl Castro, 94 anos, foi indiciado por homicídio, conspiração e destruição de aeronaves. As acusações estão ligadas ao caso de 1996, quando aviões de exilados cubanos foram abatidos. Cuba condenou o indiciamento e o classificou como provocação política. O regime cubano afirma que agiu em legítima defesa no incidente. O caso é visto como aumento da pressão dos EUA sobre Havana. Líderes como Trump e Díaz-Canel trocaram críticas sobre a decisão. Autoridades dos EUA dizem que Castro pode ser preso se entrar no país. O episódio também envolve disputas históricas e acusações de espionagem. As tensões entre EUA e Cuba se intensificam em meio a crise econômica na ilha.
Salvador, 21 de maio de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
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