RECURSOS PÚBLICOS DESTINADOS AOS ATAQUES DO CAPITÓLIO
O governo dos EUA pressiona o Federal Reserve para estudar a criação de uma nota de US$ 250 com a imagem do presidente Donald Trump, segundo o jornal The Washington Post. A proposta vem sendo discutida desde 2025 por integrantes da administração republicana, liderados pelo tesoureiro Brandon Beach e pelo assessor Mike Brown. Eles defendem o desenvolvimento de um protótipo da cédula. A iniciativa, porém, enfrenta um obstáculo legal: desde 1886, a lei americana permite apenas retratos de pessoas falecidas em notas oficiais. O tema ganhou repercussão após o deputado republicano Andy Barr divulgar, em janeiro, uma imagem da suposta cédula na rede X. Na publicação, Barr afirmou que a nota celebraria os 250 anos da independência dos EUA em 2026. O desenho foi criado pelo artista britânico Iain Alexander, que disse ter discutido o projeto diretamente com Trump. Segundo ele, o republicano pediu mudanças no modelo inicial. Entre elas, a inclusão das cores da bandeira americana e de um selo comemorativo da independência. Caso avance, a medida representará uma mudança simbólica no sistema monetário dos EUA. Hoje, a maior cédula em circulação no país é a de US$ 100, com a imagem de Benjamin Franklin.
A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o fim de 2025, segundo o IBGE. O resultado acelerou frente ao avanço de 0,3% do trimestre anterior e foi o maior em um ano. O dado veio próximo da expectativa do mercado, que previa alta de 1%. Agropecuária, indústria extrativa e serviços puxaram o crescimento. Analistas avaliam que o ritmo deve perder força nos próximos trimestres. Em 2025, a economia desacelerou sob impacto dos juros altos para conter a inflação. No início de 2026, emprego aquecido e renda maior ajudaram a sustentar a atividade. Também influenciaram a safra de grãos e medidas de estímulo do governo Lula em ano eleitoral. Entre elas estão crédito, valorização do salário mínimo e isenção de IR até R$ 5 mil. Especialistas alertam, porém, para os efeitos da inflação e do endividamento das famílias. A guerra no Irã elevou o preço do petróleo e pressionou os combustíveis no Brasil. O mercado projeta crescimento de 1,89% do PIB em 2026, enquanto a Fazenda estima 2,3%.
INFLAÇÃO AUMENTA NOS EUA
A inflação dos EUA acelerou em abril e atingiu o maior nível em três anos, pressionada pela alta da energia causada pela guerra com o Irã. O índice PCE, principal referência do Fed, subiu 3,8% em 12 meses até abril, ante 3,5% em março, informou o Departamento de Comércio ontem, 28. Na comparação mensal, o avanço foi de 0,4%, após alta de 0,7% em março. O conflito no Irã afetou o transporte no estreito de Hormuz, elevando os preços da energia e agravando gargalos nas cadeias globais de oferta. A gasolina subiu 12,3% em abril nos EUA e já acumula alta superior a 50% desde o início da guerra, em fevereiro. Outros bens e serviços também ficaram mais caros, em um cenário já pressionado pelas tarifas de importação do presidente Donald Trump. Sem alimentos e energia, o núcleo do PCE avançou 3,3% em 12 meses e 0,2% no mês. Com a inflação persistente, cresce a frustração dos norte-americanos com a economia. Pesquisa Reuters/Ipsos mostrou queda na aprovação de Trump, inclusive entre republicanos. Analistas avaliam que o Fed deve manter os juros entre 3,5% e 3,75% até 2027.
TRUMP PRETENDE ENVIAR PARA O QUÊNIA CIDADÃOS AMERICANOS
O governo de Donald Trump planeja enviar ao Quênia cidadãos americanos expostos ao ebola para observação e tratamento, em vez de levá-los aos Estados Unidos, segundo o The New York Times. A medida representa uma mudança na política adotada em surtos anteriores, quando americanos contaminados eram tratados em hospitais especializados nos EUA. Neste mês, porém, um médico foi enviado à Alemanha e outros seis cidadãos foram monitorados na Alemanha e na República Tcheca. O atual surto na República Democrática do Congo já soma mais de mil casos e 200 mortes, segundo a OMS. A epidemia avança em meio a cortes de ajuda promovidos pelo governo Trump, afetando redes de vigilância e suprimentos médicos. Na semana passada, os EUA também restringiram a entrada de pessoas que estiveram no Congo, Uganda ou Sudão do Sul. Segundo fontes ouvidas pelo jornal, uma instalação está sendo preparada no Quênia pelos departamentos de Estado, Defesa e Saúde para quarentena e eventual tratamento. A OMS informou que a taxa de letalidade atual está abaixo de 25%, menor do que em epidemias anteriores. O surto se concentra na província de Ituri, região marcada por conflitos armados e intensa circulação populacional.
MAJORAÇÃO DE HONORÁRIOS RECURSAIS
A Corte Especial do STJ decidiu que a majoração de honorários recursais prevista no artigo 85, §11, do CPC só pode ocorrer quando há mudança de grau de jurisdição. O entendimento afasta a aplicação da regra em recursos internos no mesmo tribunal. O caso envolveu decisão da 2ª Turma do STJ que havia aumentado novamente os honorários no julgamento de agravo interno contra decisão que não conheceu recurso especial. O relator original, ministro Herman Benjamin, já havia majorado os honorários em decisão monocrática. Depois, no julgamento colegiado do agravo interno, houve novo aumento da verba sucumbencial. Ao analisar embargos de divergência, a Corte Especial afastou a nova majoração. Relator do caso, o ministro João Otávio de Noronha afirmou que o agravo interno não inaugura novo grau recursal. O colegiado fixou três teses: a majoração só cabe no primeiro recurso que abre nova instância; não há honorários recursais em agravo interno e embargos de declaração; e o agravo interno apenas prolonga a discussão no mesmo grau de jurisdição.
Salvador, 29 de maio de 2026.
Antonio Pessoa Cardoso
Pessoa Cardoso Advogados.
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