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segunda-feira, 18 de maio de 2026

PUTIN RECRUTA PRESOS, AFRICANOS E LATINO-AMERICANOS PARA MORRER NA GUERRA


A população carcerária da Rússia caiu quase pela metade desde o período anterior à guerra na Ucrânia. Para repor perdas militares, o governo de Vladimir Putin recruta presos em larga escala desde 2022. 
Segundo Arkadi Gostev, chefe do Serviço Penitenciário russo, o número de detentos caiu de 465 mil em 2021 para 282 mil atualmente, incluindo 85 mil presos provisórios. Ele afirmou que a redução também resulta do aumento de penas alternativas, como prisão domiciliar e restrições de circulação. Gostev admitiu ainda que o recrutamento para as Forças Armadas tem influenciado diretamente a queda da população carcerária. Parte da produção das prisões russas abastece o Exército na guerra da Ucrânia. Cerca de 16 mil detentos participam anualmente da fabricação de bens militares. O recrutamento de presos começou em 2022 com o Grupo Wagner, liderado por Ievguêni Prigojin. O acordo previa liberdade e perdão judicial aos sobreviventes após seis meses de combate. A prática gerou temor de aumento da criminalidade. Em 2023, um ex-integrante do Wagner voltou a ser preso acusado de matar seis pessoas.

Após a queda de Prigojin, o Ministério da Defesa assumiu o recrutamento. A Rússia também aprovou leis para permitir que réus suspendam processos ao se alistarem. Entre setembro e outubro de 2022, o sistema prisional russo perdeu 23 mil presos. Em 2023, houve nova redução de 54 mil detentos. Segundo a Mediazona e a BBC News Rússia, o Grupo Wagner recrutou ao menos 48 mil prisioneiros para a guerra. Mais recentemente, o Kremlin passou a ser acusado de atrair estrangeiros, sobretudo africanos e latino-americanos, com falsas promessas de emprego para reforçar o Exército russo. 

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