O Exército de Israel afirmou ter realizado um ataque aéreo “preciso” contra Beirute, capital do Líbano, nesta quinta-feira (28), após ofensivas no sul do país deixarem ao menos 12 mortos e 21 feridos. Segundo militares libaneses, o bombardeio atingiu um apartamento na região de Choueifat, ao sul da capital. O Ministério da Saúde do Líbano informou que os ataques israelenses no sul do país mataram ao menos 11 pessoas, incluindo duas crianças. Um soldado do Exército libanês também morreu em um ataque separado na região de Nabatieh. Em Sidon, um bombardeio atingiu um prédio e matou cinco pessoas, entre elas duas mulheres, além de deixar 21 feridos, incluindo cinco crianças. Já a Defesa Civil libanesa relatou oito ataques contra a cidade de Tiro desde a noite de quarta-feira, além de bombardeios em áreas vizinhas. O cessar-fogo entre Israel e Líbano entrou em vigor em 17 de abril, mas tem sido desrespeitado por ambos os lados. Israel mantém ataques frequentes contra alvos ligados ao Hezbollah no sul libanês.
Nesta semana, o premiê israelense, Binyamin Netanyahu, prometeu intensificar as ofensivas contra o Hezbollah. Na quarta-feira, o Exército israelense declarou todo o território libanês ao sul do rio Zahrani como “zona de guerra”, ampliando a área potencial de operações militares. A medida foi anunciada pelo porta-voz Avichay Adraee, que ordenou a retirada de moradores da região, incluindo cidades como Tiro e Nabatieh, já atingidas por novos ataques. O rio Litani marca a área da qual Israel se retirou após a ocupação do sul do Líbano entre 1982 e 2000. A ampliação da zona militar indica uma nova fase do conflito e sugere expansão da presença israelense no território vizinho. Segundo o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 3.200 pessoas morreram desde o início das hostilidades, sendo ao menos 600 após o cessar-fogo. O conflito já deslocou mais de 1,2 milhão de pessoas.
Nenhum comentário:
Postar um comentário