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quinta-feira, 28 de maio de 2026

PALESTINOS MORTOS PRÓXIMOS DA LINHA DE ARMISTÍCIO COM O HAMAS


Cerca de um terço dos palestinos mortos por Israel desde o cessar-fogo de outubro estava próximo à linha de armistício com o Hamas, segundo o escritório de direitos humanos da ONU. 
A organização afirma que há indícios de que civis estejam sendo alvejados apenas por se aproximarem da área, o que poderia configurar crimes de guerra. Israel mantém tropas posicionadas atrás da chamada “linha amarela”, criada após a trégua, mas o Exército tem avançado os limites da zona militar para dentro de Gaza. Mapas israelenses indicam que a área restrita já cobre quase dois terços do território. O plano de cessar-fogo mediado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, previa retirada gradual das tropas israelenses, mas isso ainda não ocorreu. Pelo contrário, a ampliação da zona militar aumentou o temor entre palestinos deslocados que vivem próximos à fronteira improvisada. Dados da ONU apontam 453 mortes confirmadas desde o cessar-fogo até 5 de fevereiro. Destas, 152 ocorreram perto da fronteira, incluindo homens, mulheres e crianças.

O chefe do escritório da ONU para os territórios palestinos, Ajith Sunghay, afirmou que muitos civis não representavam ameaça aos militares israelenses e foram mortos enquanto realizavam atividades cotidianas. Segundo ele, a localização exata da linha militar também é incerta para os moradores. Israel afirma que as “zonas de amortecimento” em Gaza, Síria e Líbano servem para evitar novos ataques como o realizado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. Mesmo após a trégua, ataques israelenses continuaram em Gaza. Autoridades locais afirmam que cerca de 900 palestinos morreram desde o cessar-fogo. No mesmo período, quatro soldados israelenses foram mortos por militantes, segundo o Exército israelense. 

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