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sexta-feira, 22 de maio de 2026

EUA QUEREM MUDAR O REGIME EM CUBA


O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a Casa Branca está “muito focada” em promover mudanças no sistema comunista de Cuba e declarou que o modelo econômico da ilha “está quebrado”. Segundo ele, Havana aceitou uma oferta de ajuda humanitária de US$ 100 milhões, mas Washington ainda avalia as condições impostas pelo governo cubano. As declarações ocorreram enquanto o porta-aviões USS Nimitz entrava no Caribe acompanhado de navios militares. Paralelamente, a pressão americana aumentou após o indiciamento do ex-presidente Raúl Castro por assassinato e conspiração ligados à derrubada de aviões em 1996. A Suprema Corte dos EUA também decidiu a favor da empresa americana Havana Docks Corporation, cuja propriedade havia sido nacionalizada após a revolução liderada por Fidel Castro. A decisão pode abrir precedentes para novas ações de indenização contra Cuba. Especialistas criticaram a postura de Washington. O professor William LeoGrande afirmou que os EUA agravam a crise humanitária ao restringirem o petróleo cubano e, ao mesmo tempo, oferecerem ajuda financeira. Já Jorge I. Domínguez, de Harvard, classificou o auxílio como “uma gota d’água em um oceano de sanções”.

Analistas avaliam que Cuba aceita discutir cooperação econômica e segurança, mas rejeita negociar mudanças políticas internas. O antropólogo Jorge Duany destacou que Havana não pretende discutir libertação de presos políticos ou alterações na liderança do regime. A China reagiu ao indiciamento de Raúl Castro e acusou os EUA de abusarem de sanções e do sistema judicial. Pequim reafirmou apoio à soberania cubana e condenou ameaças de uso da força contra a ilha. 

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