Embora o conselho já tenha iniciado processos de licitação para obras de segurança e reconstrução, nenhum contrato foi firmado. Seus representantes afirmam que a falta de condições políticas e de segurança em Gaza, especialmente pela ausência de desarmamento do Hamas, impede o início efetivo das atividades. Lançado por Trump em janeiro com a missão de coordenar a reconstrução do enclave palestino após a guerra, o conselho também enfrenta questionamentos jurídicos. Parlamentares americanos cobram esclarecimentos sobre seu status legal e sua elegibilidade para receber verbas federais. Há ainda dúvidas sobre a autoridade administrativa do organismo em Gaza, sua relação com a ONU e o que ocorrerá quando expirar o mandato transitório previsto em resolução do Conselho de Segurança. Enquanto isso, nenhum dos objetivos centrais do plano pós-guerra — desarmamento do Hamas, retirada israelense e reconstrução de Gaza — avançou. Segundo participantes do processo, nem um dólar americano foi aplicado na reconstrução até o momento. Integrantes do comitê afirmam que a falta de recursos inviabiliza qualquer atuação prática no território. Sem meios para atender à população ou executar projetos, o plano de reconstrução permanece paralisado.
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domingo, 31 de maio de 2026
FUNDO CRIADO POR TRUMP PARA RECONSTRUIR GAZA NÃO RECEBEU RECURSOS
O fundo oficial do Conselho da Paz criado por Donald Trump para coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza permanece sem recursos quatro meses após sua criação. Embora países membros tenham prometido cerca de US$ 7 bilhões e Trump tenha anunciado outros US$ 10 bilhões em apoio americano, nenhuma quantia foi depositada no fundo administrado pelo Banco Mundial. Segundo pessoas envolvidas no projeto, as doações vêm sendo feitas diretamente para uma conta do conselho no JPMorgan, sem os mesmos mecanismos independentes de transparência exigidos do fundo supervisionado pelo Banco Mundial e apoiado pela ONU. Recursos enviados por Marrocos e Emirados Árabes Unidos financiaram apenas despesas administrativas, incluindo o escritório do enviado especial para Gaza e um comitê tecnocrático palestino criado para governar o território. Outros US$ 100 milhões destinados pelos Emirados ao treinamento de uma nova força policial permanecem congelados. O Departamento de Estado dos EUA planeja redirecionar cerca de US$ 1,2 bilhão para iniciativas ligadas à agenda do conselho, mas nenhum valor foi gasto até agora. Também segue pendente uma proposta de transferência de US$ 50 milhões para custear operações do organismo, condicionada à criação de controles financeiros adequados.
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