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terça-feira, 26 de maio de 2026

NOVO RADIOTELESCÓPIO


Um novo radiotelescópio, o Next Generation Very Large Array (ngVLA), está sendo desenvolvido no Novo México e poderá reunir 263 antenas espalhadas pelos EUA e norte do México. O projeto pretende ampliar a capacidade de observar regiões onde planetas estão se formando e investigar condições químicas ligadas à origem da vida. Os cientistas também querem usar o ngVLA para estudar buracos negros supermassivos, formação de estrelas, evolução de galáxias e testar a teoria da gravidade de Albert Einstein. Segundo o astrofísico David Wilner, o potencial científico do equipamento é praticamente ilimitado. Nesta semana, o Observatório Nacional de Radioastronomia anunciou que a antena protótipo do ngVLA captou sua “primeira luz”, registrando ondas de rádio do Sol, restos de uma supernova e um buraco negro distante. O avanço marca uma nova fase dos radiotelescópios de matriz, formados por conjuntos de antenas que trabalham em conjunto para observar fenômenos invisíveis aos telescópios ópticos.

Radiotelescópios são fundamentais para estudar gases que dão origem a estrelas e planetas. Como as ondas de rádio têm comprimentos maiores, é necessário usar instrumentos gigantescos para obter imagens detalhadas do céu. Para superar essa limitação, astrônomos distribuem antenas menores por grandes áreas e combinam os dados para simular um telescópio enorme. Quanto maior a distância entre as antenas, maior a resolução das observações. O ngVLA substituirá dois sistemas atuais dos EUA, o Very Large Array e o Very Long Baseline Array, usando antenas menores, porém mais precisas. O diretor do Observatório Nacional de Radioastronomia, Tony Beasley, afirmou que o projeto busca um modelo “ideal” de antena. Outros projetos semelhantes também avançam pelo mundo, como o Square Kilometer Array, com instalações na África do Sul e Austrália. Esses sistemas permitirão observar regiões do céu invisíveis aos telescópios do hemisfério norte. Para os astrônomos, a nova geração de radiotelescópios ajudará a construir uma visão mais completa do universo ao combinar dados de diferentes tipos de luz.

 

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