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domingo, 31 de maio de 2026

ELEIÇÃO NA COLÔMBIA EM CLIMA DE MEDO E INSEGURANÇA


A morte do pré-candidato presidencial colombiano Miguel Uribe Turbay, dois meses após sofrer um atentado em 2025, reacendeu na Colômbia lembranças dos anos mais violentos do país, marcados por assassinatos políticos, atentados e sequestros. Embora a violência tenha diminuído desde o acordo de paz com as Farc em 2016, ela não desapareceu, apenas se transformou e se fragmentou. A eleição presidencial ocorre, neste domingo, em meio a um clima de medo e insegurança. O assassinato de Uribe tornou-se símbolo das dificuldades do país em superar seu passado violento. Pesquisas mostram que a segurança voltou a ser uma das principais preocupações dos eleitores. O presidente Gustavo Petro apostou na política de “Paz Total”, buscando negociar com diversos grupos armados. No entanto, críticos afirmam que a estratégia fortaleceu organizações criminosas e ampliou a sensação de insegurança. Entre os principais candidatos estão Iván Cepeda, aliado de Petro e defensor da continuidade da Paz Total; Paloma Valencia, apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe e defensora de uma política de segurança mais rígida; e Abelardo de la Espriella, que propõe medidas inspiradas no modelo de Nayib Bukele, de El Salvador.

Especialistas apontam que nenhum dos candidatos apresenta soluções realmente novas para enfrentar a atual configuração da violência colombiana. Enquanto Cepeda aposta em transformação social e diálogo, Valencia defende o fortalecimento das Forças Armadas, e De la Espriella promete endurecimento penal e interrupção de negociações com grupos armados que descumprirem acordos. Analistas destacam que a violência atual é mais regionalizada e ligada ao crime organizado do que aos antigos conflitos ideológicos. Extorsões e sequestros cresceram, e grupos criminosos ampliaram sua presença em várias regiões. A campanha reflete uma sociedade dividida pelo medo: parte teme o retorno da repressão política, outra teme avanços da esquerda sobre a economia, e muitos se preocupam com a criminalidade cotidiana. A violência mudou, mas continua influenciando decisivamente a política colombiana. A eleição ocorre sob o peso dessa ferida ainda aberta, que segue moldando o futuro do país.

 

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