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sexta-feira, 29 de maio de 2026

IRÃ ENDURECE CONTRA EUA


A Casa Branca classificou como “invenção total” o suposto rascunho de acordo de cessar-fogo divulgado pela mídia iraniana. Em publicação na rede X, o perfil Rapid Response 47 afirmou que o memorando atribuído às negociações entre Estados Unidos e Irã é falso e acusou a imprensa estatal de Teerã de espalhar desinformação. O documento previa a retomada da navegação comercial no Estreito de Ormuz em até 30 dias. Em troca, Washington encerraria o bloqueio naval e retiraria porta-aviões e navios de guerra da região. O presidente Donald Trump demonstrou insatisfação com o andamento das conversas e acusou o Irã de prolongar as negociações. Durante reunião de gabinete, Trump afirmou que Teerã deseja um acordo, mas advertiu que os EUA poderão “terminar o trabalho” caso não haja entendimento. O secretário de Estado Marco Rubio reconheceu “certos avanços” nas negociações, embora sem detalhar os pontos discutidos. Trump também negou que o Irã ou o sultanato de Omã possam controlar o Estreito de Ormuz por meio de pedágios marítimos. Segundo ele, os Estados Unidos manterão influência estratégica sobre a região. O republicano ainda declarou que o regime iraniano mudou após sucessivas crises internas, embora a Guarda Revolucionária Islâmica continue exercendo forte influência política e militar.

O vice-chefe político da Marinha da Guarda Revolucionária, Mohamad Akbarzadeh, afirmou que as Forças Armadas iranianas permanecem em alerta e ameaçou transformar a costa sul do país em “cemitério para os agressores”. Especialistas avaliam que o Irã tenta demonstrar disposição para negociar enquanto busca ampliar sua margem diplomática. Para Denilde Holzhacker, da ESPM, os EUA dificilmente aceitarão propostas envolvendo a retirada de tropas do Golfo Pérsico. Já Cristina Pecequilo, da Unifesp, considera que o impasse sobre o urânio enriquecido segue sendo o principal obstáculo ao acordo. Em outra frente do conflito, Israel realizou mais de 120 bombardeios no sul do Líbano. O Exército israelense declarou como “zona de combate” toda a área ao sul do Rio Zahrani e pediu a retirada de moradores de cerca de 300 cidades e vilarejos. Segundo o Ministério da Saúde libanês, mais de 3,2 mil pessoas morreram desde o início da guerra. 

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