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domingo, 24 de maio de 2026

TRUMP LUCRA COM EMPRESAS NA BOLSA


A nova declaração financeira do presidente dos EUA, Donald Trump, revelou 3.711 operações na Bolsa, quase todas em ações de empresas americanas. O volume inédito de negociações reacendeu debates sobre possíveis conflitos de interesse e uso de informação privilegiada. Especialistas, porém, afirmam que os dados indicam estratégias automatizadas de gestão de portfólio, com rebalanceamentos e operações ligadas a índices de mercado. A Trump Organization sustenta que os investimentos são administrados por instituições financeiras independentes, sem interferência do presidente ou de sua família. O vice-presidente JD Vance classificou como “absurda” a ideia de Trump negociar ações diretamente da Casa Branca. Críticos apontam riscos éticos. Elizabeth Warren acusou Trump de lucrar com empresas afetadas por decisões do governo, citando a compra de ações da Nvidia antes da autorização para exportação de chips avançados à China. Mais de 2.000 operações ocorreram em março, período marcado pela guerra no Irã e pela forte volatilidade dos mercados. Especialistas veem sinais de “indexação direta”, estratégia em que investidores mantêm ações individuais de um índice e vendem papéis em queda para compensação tributária. As negociações coincidiram com datas de rebalanceamento dos índices S&P 500 e Russell 3000, além de dias de forte queda da Bolsa americana.

Os documentos, porém, trazem limitações: mostram apenas faixas de valores, sem detalhar lucros, prejuízos ou divisão por contas. Ainda assim, analistas identificaram picos de negociações antes de divulgações de inflação e reuniões do Federal Reserve. Entre as operações, 625 foram classificadas como “não solicitadas”, concentradas após o ataque dos EUA ao Irã. Muitas foram compras consideradas mais pontuais do que as demais operações automatizadas. Especialistas destacam que presidentes anteriores costumavam usar “blind trusts” ou fundos amplamente diversificados para evitar suspeitas de conflito de interesse. Trump, porém, mantém participação ativa em ações individuais e frequentemente comenta publicamente sobre empresas específicas. O relatório mostra, por exemplo, compra de ações da Apple pouco antes de Trump elogiar publicamente o CEO Tim CookApesar do volume impressionante de negociações, pesquisadores afirmam não ter encontrado evidências claras de ganhos acima da média do mercado ligados às movimentações financeiras do presidente.

 

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