A derrota do Palmeiras para o Cerro Porteño por 1 a 0, pela Libertadores, aumentou a pressão sobre o técnico Abel Ferreira. Após o jogo, a torcida organizada Mancha Alviverde publicou um manifesto pedindo a saída do treinador. No texto, intitulado “Obrigado, Abel. Já deu. Tchau”, a organizada afirma que o clube vive uma “ilusão” sustentada por bons números, mas sem desempenho convincente em campo nos últimos anos. A torcida reconheceu a trajetória vitoriosa do português, mas criticou o atual momento da equipe, apontando falta de organização, criatividade e padrão tático. Segundo o manifesto, o Palmeiras atua com chutões, cruzamentos improdutivos e improvisações constantes. A Mancha também acusou Abel de ter mudado de postura, chamando o treinador de “arrogante, desequilibrado e perdido”, além de citar expulsões, entrevistas agressivas e excesso de reclamações sobre arbitragem, calendário e imprensa.
As críticas foram ampliadas para a presidente Leila Pereira e o diretor de futebol Anderson Barros. A organizada reclamou da montagem do elenco, da falta de reforços e da ausência de peças em setores considerados carentes. O protesto ganhou força após o Palmeiras perder uma invencibilidade de cinco anos como mandante na Libertadores e adiar a classificação às oitavas de final. O time soma oito pontos e decidirá a vaga na última rodada da fase de grupos. Apesar da crise na Libertadores, o Palmeiras segue líder do Brasileirão e terá um confronto direto contra o Flamengo.
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