Pesquisar este blog

sábado, 30 de maio de 2026

A IMPRENSA SOBRE AS FACÇÕES PCC E CV

Os Bolsonaros e o PCC e o CV

A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas repercutiu na imprensa internacional. Em comunicado divulgado na quinta-feira, 28, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que as facções estão entre os grupos criminosos mais violentos do Brasil e passarão a integrar a lista de Organizações Terroristas Estrangeiras a partir de 5 de junho. O anúncio ocorreu dias após o senador Flávio Bolsonaro se reunir com Rubio e com Donald Trump, na Casa Branca, onde defendeu a medida. O jornal The New York Times destacou a pressão da família Bolsonaro sobre Washington. Segundo a publicação, a decisão foi tomada após meses de lobby dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro e pode gerar tensão nas relações entre Brasil e EUA. O jornal afirmou ainda que autoridades brasileiras temem interferência americana nas eleições presidenciais e alertou para impactos econômicos. A classificação pode ampliar sanções financeiras e afetar bancos e empresas brasileiras ligadas, direta ou indiretamente, às facções. O Financial Times também ressaltou o encontro de Flávio Bolsonaro com Trump e avaliou que a medida fortalece o discurso de segurança pública do senador.

Segundo o jornal britânico, o governo Lula resistia à classificação por entender que PCC e CV não possuem motivação ideológica e porque a decisão poderia abrir espaço para pressão militar dos EUA no Brasil. A emissora Al Jazeera afirmou que Trump tem ampliado o uso da classificação de terrorismo contra grupos criminosos latino-americanos e que a medida pode influenciar a política brasileira. Já a France24 destacou que governos de esquerda, como os de Brasil e México, criticam esse tipo de designação, enquanto países governados pela direita tendem a apoiá-la. Para a rede francesa, a decisão representa um constrangimento político para Lula, que havia demonstrado satisfação após reunião recente com Trump em Washington.

Nenhum comentário:

Postar um comentário