O foco vai além do preparo técnico para o uso de dispositivos e aplicações. A OCDE pretende medir a qualidade das oportunidades educacionais oferecidas aos jovens em um ambiente informacional transformado pela ação de algoritmos. O novo domínio investigado será o letramento midiático e em inteligência artificial (“Mail”, na sigla em inglês), reforçando o caráter indissociável desses campos. O letramento midiático tradicional permanece válido, mas torna-se insuficiente sem incluir a compreensão dos sistemas automatizados que geram, classificam e distribuem conteúdos. O pesquisador Luis Francisco Vargas-Madriz, do Programa de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Pisa, estará no Brasil para detalhar a iniciativa durante o 4º Encontro Internacional de Educação Midiática, promovido pelo Instituto Palavra Aberta, em São Paulo. A conferência será uma oportunidade para discutir como as diretrizes brasileiras dialogam com abordagens internacionais e para que professores, gestores e a sociedade reflitam sobre o papel da educação diante dos novos desafios tecnológicos.
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quinta-feira, 21 de maio de 2026
"INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA"
Como a inteligência artificial deve aterrissar nas escolas? Longe das visões extremas, entre o deslumbramento e o pavor das tecnologias digitais, as discussões sobre o tema no Brasil avançam para uma abordagem interessante ao reconhecer o letramento em IA como algo além do domínio técnico de ferramentas digitais. Há pouco mais de um mês, o MEC lançou um documento orientador sobre os caminhos curriculares e as práticas de uso de IA nas escolas brasileiras, “Inteligência Artificial na Educação Básica”, organizado em duas dimensões: aprender com IA e aprender sobre IA. Trata-se do reconhecimento de que a entrada da IA no cotidiano escolar exige gestão cuidadosa, orientações pedagógicas sólidas e também que seja tratada como objeto de conhecimento. O ensino sobre IA deve levar os estudantes a compreender criticamente sua operação, identificar implicações sociais, culturais e ambientais e desenvolver habilidades éticas e reflexivas para atuar em contextos mediados por algoritmos. Essas orientações alinham-se à visão de organismos internacionais como a OCDE, responsável pelo Pisa, que anunciou a incorporação do letramento algorítmico em sua matriz avaliativa. A partir de 2029, o Pisa avaliará o engajamento crítico dos estudantes com ferramentas digitais e sistemas de IA presentes nos ambientes de produção, participação e interação social.
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