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sexta-feira, 29 de maio de 2026

PLANEJAMENTO SUCESSÓRIO GANHA ESPAÇO


O planejamento sucessório deixou de ser visto como tema “macabro” e ganhou espaço entre gestoras, bancos e escritórios de advocacia. A ideia é organizar a sucessão patrimonial antes da morte para evitar custos elevados e disputas familiares. O conceito de “visão holística” virou tendência no setor. Instituições passaram a olhar a vida financeira do cliente de forma integrada, indo além de investimentos e produtos financeiros. Novas plataformas também surgem nesse mercado. O Guarda Digital expandiu seus serviços para consumidores finais, permitindo organizar documentos, senhas, ativos digitais e mensagens pessoais para beneficiários. Os planos vão de versão gratuita a pacotes de R$ 99,90 mensais, com assistência funeral operada pela Caixa Assistência. A empresa nasceu após o fundador Sidney Pedrotti enfrentar dificuldades com contas digitais e finanças após a morte da mãe, em 2020.

Especialistas afirmam que mudanças tributárias aumentaram a necessidade de planejamento individualizado. A reforma tributária alterou regras do ITCMD, o imposto sobre herança e doações. Agora, os Estados deverão adotar alíquotas progressivas e o cálculo passará a considerar o valor de mercado dos bens. Isso pode elevar significativamente o imposto pago pelas famílias. Enquanto alguns Estados ainda não ajustaram suas leis, especialistas veem oportunidade para antecipar doações. A reforma também pode aumentar tributos no setor imobiliário, impactando estratégias sucessórias. Entre as alternativas estão holdings familiares, doações com reserva de usufruto e previdência privada. Especialistas alertam que não existe “fórmula mágica” e que cada caso exige análise específica. Também cresce a preocupação com promessas irreais de economia tributária divulgadas nas redes sociais. 

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