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quarta-feira, 6 de maio de 2026

MADURO DESVIOU US$ 11 BILHÕESS NAS EXPORTAÇÕES DE PETRÓLEO


A estatal petrolífera venezuelana PDVSA deixou de receber ao menos US$ 11 bilhões pelas exportações de petróleo realizadas entre 2021 e 2022. O valor teria sido retido por empresas fantasmas controladas por Carlos Malpica Flores e outros empresários ligados ao governo de Nicolás Maduro, segundo documentos obtidos pelo jornal The New York Times. 
Esse montante representa aproximadamente metade de toda a receita petrolífera do país no período, de acordo com dados do Banco Central da Venezuela. A investigação aponta que o esquema funcionava por meio de intermediários que recebiam o petróleo da PDVSA e não repassavam os pagamentos à estatal. Em muitos casos, as transações eram feitas em bolívares, moeda fortemente desvalorizada, o que ampliava as perdas.  Registros internos indicam ainda que, entre 2019 e 2022, cerca de 240 carregamentos de petróleo foram enviados ao exterior sem que a PDVSA recebesse qualquer pagamento.  O prejuízo total acumulado nesse período pode chegar a cerca de US$ 13 bilhões, evidenciando a dimensão do esquema e o impacto nas finanças do país. 

O caso reforça denúncias recorrentes de corrupção na estatal venezuelana, considerada a principal fonte de renda do país. Ao longo dos anos, investigações e relatórios apontam o uso de redes de intermediários e empresas de fachada para desviar recursos do setor petrolífero. Especialistas afirmam que essas práticas foram intensificadas após sanções internacionais, que levaram o governo a recorrer a canais opacos para comercializar o petróleo. O episódio expõe fragilidades na gestão da PDVSA e evidencia como esquemas ilegais contribuíram para a crise econômica venezuelana, reduzindo significativamente a entrada de divisas no país.

 

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