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sexta-feira, 1 de maio de 2026

TRUMP QUER INVADIR O IRÃ


Com a alta do petróleo e pressão da oposição, o presidente
 Donald Trump aguardava um relatório do Comando Central (CentCom) sobre novas opções de ataque ao Irã. A guerra iniciada em 28 de fevereiro completa 60 dias, prazo em que a Casa Branca deve pedir autorização ao Congresso, conforme a Lei de Poderes de Guerra. Segundo Axios e Reuters, o chefe do CentCom, almirante Brad Cooper, avaliaria ações rápidas para romper o impasse no Estreito de Ormuz. A região é crucial, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O Irã tem restringido a passagem de navios considerados inimigos e, em resposta, Trump ordenou bloqueio naval aos portos iranianos, buscando pressionar a economia do país. O preço do barril chegou a US$ 126, maior nível desde a guerra na Ucrânia em 2022; a alta reflete temores do mercado com o conflito. Por outro lado, Trump defendeu o bloqueio e sugeriu mantê-lo por meses, chegando a apelidar a rota marítima de “Estreito de Trump” em publicação na Truth Social.

Há também articulação diplomática para criar uma “Coalizão pela Liberdade Marítima”. O objetivo seria garantir navegação segura no Golfo Pérsico após o conflito. Do lado iraniano, o líder supremo Mojtaba Khamenei, que sucedeu a Ali Khamenei, morto na guerra, afirmou que o bloqueio dos EUA fracassará.  Teerã projeta vitória e critica a ofensiva americana. O presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, reforçou a posição, declarando que o Irã garantirá controle do estreito sem interferência dos EUA. No Congresso americano, democratas tentam exigir autorização formal para a guerra. A Lei de Poderes de Guerra permite ação sem consulta apenas em ameaça imediata. Após 60 dias, o presidente deve pedir autorização ou iniciar retirada. A tentativa foi barrada no Senado pela maioria governista. Aliados de Trump alegam que o prazo foi suspenso após cessar-fogo anunciado em abril. O presidente criticou os democratas e disse estar negociando um acordo com o Irã.

 

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