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quinta-feira, 7 de maio de 2026

TRUMP EXIGE DE TEERÃ INTERRUPÇÃO DO ENRIQUECIMENTO DE URÂNIO


Donald Trump voltou a ameaçar o Irã e afirmou na Truth Social que, caso Teerã cumpra o acordo proposto, a “Operação Fúria Épica” será encerrada e o Estreito de Ormuz permanecerá aberto. Do contrário, advertiu que os bombardeios seriam retomados em intensidade maior. Apesar do tom agressivo, disse depois acreditar ser “muito possível” alcançar um acordo, após conversas positivas nas últimas 24 horas. 
O governo iraniano reagiu com cautela. O presidente do Parlamento, Mohammed Bagher Ghalibaf, acusou Washington de tentar forçar a rendição do país por meio de bloqueio naval, pressão econômica e manipulação midiática. Já o porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, afirmou que Teerã continua analisando a proposta americana, sem descartar a diplomacia. Enquanto isso, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou um ataque contra Beirute. O alvo seria Mallek Ballout, comandante da Força Radwan, unidade de elite do Hezbollah. Segundo a agência France-Presse, Ballout morreu no bombardeio. Netanyahu afirmou que os integrantes da Força Radwan são responsáveis por ataques contra assentamentos israelenses e prometeu que “nenhum terrorista tem imunidade”.

Especialistas avaliam que Trump tenta evitar nova escalada militar, embora mantenha pressão máxima sobre o Irã. Gil Barndollar, da Defense Priorities Foundation, disse acreditar que o republicano deseja impedir a retomada das hostilidades, sobretudo após críticas dos Emirados Árabes Unidos à postura belicista da Casa Branca. Ele, porém, considera improvável que Teerã aceite abandonar o enriquecimento de urânio. Para Cristina Pecequilo, professora da Unifesp, Trump usa um comportamento errático como estratégia de pressão para acelerar decisões da liderança iraniana. Segundo ela, há uma diplomacia indireta envolvendo EUA, Paquistão, Rússia e China para influenciar Teerã. A especialista afirma que Washington exige garantias de interrupção do enriquecimento de urânio e do programa nuclear iraniano. Na avaliação dela, Trump não aceitará um acordo que não trate imediatamente da questão nuclear, pois qualquer concessão poderia ser vista como sinal de fraqueza política.

 

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