O uso da inteligência artificial pode provocar um verdadeiro “tsunami” no serviço público, ao multiplicar o número de petições, recursos e reclamações. Esse fenômeno já é observado em vários países. Na Inglaterra, escolas registram aumento de reclamações de pais produzidas por IA, enquanto pedidos de acesso à informação cresceram 60% entre 2022 e 2025. Nos Estados Unidos, o Judiciário também sente os efeitos. Casos civis sem advogado subiram de 11% para 17%, e petições que antes tinham duas páginas chegam a centenas de páginas produzidas por IA. Na Alemanha, o estado mais populoso registrou aumento de 55% nos processos urgentes, parte deles com petições geradas por inteligência artificial. Muitas dessas demandas apresentam leis incorretas, precedentes inexistentes e argumentos jurídicos inventados. Produzir uma petição ficou barato, mas analisá-la continua caro e depende de trabalho humano. A IA, portanto, pode ampliar o acesso da população à Justiça e aos serviços públicos, permitindo que pessoas antes excluídas tenham mais facilidade para apresentar suas demandas.
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segunda-feira, 17 de agosto de 2026
"IA" PODE SUFOCAR O SERVIÇO PÚBLICO
O uso da inteligência artificial pode provocar um verdadeiro “tsunami” no serviço público, ao multiplicar o número de petições, recursos e reclamações. Esse fenômeno já é observado em vários países. Na Inglaterra, escolas registram aumento de reclamações de pais produzidas por IA, enquanto pedidos de acesso à informação cresceram 60% entre 2022 e 2025. Nos Estados Unidos, o Judiciário também sente os efeitos. Casos civis sem advogado subiram de 11% para 17%, e petições que antes tinham duas páginas chegam a centenas de páginas produzidas por IA. Na Alemanha, o estado mais populoso registrou aumento de 55% nos processos urgentes, parte deles com petições geradas por inteligência artificial. Muitas dessas demandas apresentam leis incorretas, precedentes inexistentes e argumentos jurídicos inventados. Produzir uma petição ficou barato, mas analisá-la continua caro e depende de trabalho humano. A IA, portanto, pode ampliar o acesso da população à Justiça e aos serviços públicos, permitindo que pessoas antes excluídas tenham mais facilidade para apresentar suas demandas.
MINISTRO PREGA PARA ISRAEL MATAR ENTRE 30 E 40 PESSOAS POR NOITE EM GAZA
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, defendeu que Israel mate entre 30 e 40 pessoas por noite na Faixa de Gaza. As declarações foram feitas em entrevista a um podcast apresentado por Rom Braslavski, ex-refém do Hamas. Ben-Gvir afirmou que os ataques deveriam atingir não apenas pessoas consideradas ameaças imediatas. Também defendeu a retomada de assentamentos judaicos em Gaza e disse imaginar todo o território palestino pertencendo a Israel. O ministro voltou a defender a chamada emigração dos palestinos de Gaza. Para os integrantes do Hamas, afirmou que não deveria haver emigração, mas mortes. Ben-Gvir criticou a recente redução das operações militares israelenses na Faixa de Gaza. A medida ocorreu enquanto os Estados Unidos tentam avançar com um plano de paz apresentado pelo presidente Donald Trump. Ontem, Egito, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Indonésia, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão condenaram a rejeição do plano pelo governo de Netanyahu. Representantes americanos também se reuniram com mediadores do conflito no Egito. O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 matou cerca de 1.200 pessoas em Israel, segundo autoridades israelenses. Mais de 250 pessoas foram levadas como reféns para Gaza, onde muitos relataram condições severas e abusos.
SÃO 20.496 CANDIDATOS NAS ELEIÇÕES
Mais de 20.496 candidatos disputam as eleições de 2026 no Brasil, segundo dados parciais do TSE atualizados até a tarde de ontem, 16. A disputa envolve os cargos de presidente, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais. O prazo para registro das candidaturas terminou às 19h de sábado (15). Os números, porém, ainda podem aumentar, pois os Tribunais Regionais Eleitorais analisam os pedidos apresentados. Somente após o processamento os registros aparecem oficialmente no sistema DivulgaCandContas. Nas eleições gerais de 2022 e 2018, o número final ficou próximo de 29 mil candidatos. Até agora, foram registrados 13 candidatos à Presidência da República. Também há 195 candidatos a governador e 315 a senador. Para deputado federal, são 7.620 registros, além de 11.507 para deputado estadual e distrital. Os números incluem todos os pedidos apresentados, antes da decisão sobre o deferimento das candidaturas. Entre os registros de última hora está o de Pablo Marçal, que tenta disputar a Presidência. Ele obteve liminar da Justiça Eleitoral para se filiar ao PRTB e registrar sua candidatura. Marçal, porém, está inelegível por oito anos por decisão da Justiça Eleitoral. Para concorrer, precisará reverter ou suspender a condenação.
MANCHETES DE ALGUNS JORNAIS DE HOJE, 17/08/2026
CORREIO BRAZILIENSE - BRASÍLIA/DF
Apple pode ter ajudado no tarifaço dos EUA contra o Brasil
Decisão do Cade coloca disputa concorrencial brasileira no centro de acusações sobre atuação da empresa em Washington
O GLOBO - RIO DE JANEIRO/RJ
Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial após prejuízo de R$ 10,1 bilhões
Varejista atribui crise a juros elevados, restrição de crédito e pressão sobre consumo
FOLHA DE SÃO PAULO - SÃO PAULO/SP
Advogado torturado pelo PCC sobrevive ao tribunal do crime; 'Eu só não queria morrer'
Rafaell Câmara Roque foi mantido em barraco em comunidade de Cubatão (SP) sendo ameaçado para desistir de ação judicial Caso motivou Operação Patrocínio Fiel do Gaeco em parceria com a Polícia Militar; homem morreu na ação
TRIBUNA DA BAHIA - SALVADOR/BA
Flávio inicia campanha em ato esvaziado em Copacabana com bandeira dos EUA, orações e xingamentos
FLÁVIO BOLSONARO deu o pontapé na campanha ao Planalto ontem no berço do bolsonarismo: o Rio de Janeiro
CORREIO DO POVO - PORTO ALEGRE/RS
Amamentação avança no Brasil, mas segue abaixo da meta mundial
Leite materno favorece recuperação de mães e desenvolvimento cognitivo de bebês
DIÁRIO DE NOTÍCIAS - LISBOA/PT
Maior credor de Portugal desdramatiza gastos com defesa: "não tem de ser um fardo orçamental"
domingo, 16 de agosto de 2026
A PERIGOSA INVESTIDA DE TRUMP NA AMÉRICA LATINA
A política do presidente Donald Trump para a América Latina entra numa fase de crescente militarização. Sob o fundamento de combater o narcotráfico e organizações criminosas classificadas como terroristas, os Estados Unidos ampliaram suas operações no Caribe e no Pacífico, transformando embarcações suspeitas de transportar drogas em alvos de ataques militares. Desde setembro de 2025, essas operações deixaram mais de 200 mortos. Em diversos episódios, as identidades das vítimas não foram divulgadas publicamente e não houve processo judicial que permitisse determinar se elas eram, de fato, integrantes de organizações criminosas. O governo americano afirma que determinadas embarcações estariam ligadas a grupos criminosos considerados uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. A questão central, porém, é saber até onde pode ir um Estado no combate ao crime. Organizações de direitos humanos têm denunciado o risco de que operações militares estejam funcionando, na prática, como execuções extrajudiciais. O problema pode se tornar ainda maior porque a estratégia americana não parece mais limitada ao mar. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos trabalham com países como Colômbia e Equador para realizar operações contra grupos criminosos. A mudança representa uma transformação importante na tradicional política de combate às drogas. Durante décadas, Washington utilizou principalmente instrumentos policiais, financeiros e de inteligência para enfrentar o tráfico internacional. Agora, a utilização direta de forças militares amplia o alcance e também os riscos dessa nefasta política.
RADAR JUDICIAL
IRÃ FECHA ESTREITO DE ORMUZ
Paul e Jeane Briggs, da Virgínia Ocidental, adotaram 32 crianças e acolheram outras cinco; atualmente, 14 filhos ainda vivem com eles
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Para os fãs do cinema, se 'Doze é Demais' já parece uma missão impossível, imagine chegar a 37, e ainda cogitar aumentar a conta. É exatamente essa a realidade de Paul e Jeane Briggs, de Falling Waters, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. Aos 71 e 69 anos, respectivamente, o casal revelou à revista People, nesta semana, que não descarta adotar outra criança. A matéria foi publicada em O Globo.
TRUMP QUER CANDIDATAR EM 2028
MORRE O JURISTA CÉZAR SANTOS
Faleceu hoje, 16, o bel José Antônio Cézar Santos, jurista e emérito professor de Direito Processual Civil, na UFBA e na Universidade Católica de Salvador. Atuou como consultor da Presidência do Tribunal de Justiça da Bahia, na década de 1990, além de procurador do Estado e auditor-geral. Era membro do Instituto dos Advogados da Bahia e autor de obras jurídicas. Recebeu a Ordem do Mérito da Bahia, no grau de comendador, além do título de Cidadão Soteropolitano, em 2018. Ocupou na Academia de Letras Jurídicas da Bahia a Cadeira n. 21, e presidiu a instituição entre 2004 e 2006. Era casado com a desembargadora Lisbete Maria Teixeira Almeida Cézar Santos. Ele nasceu em Santo Amaro da Purificação, em 1940, e diplomou-se em 1964, pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia.
EUA, SEM JULGAMENTO, MATA TAMBÉM NA AMÉRICA LATINA
Bombardeios dos EUA no Caribe e no Pacífico geram alerta na América Latina. Mais de 200 pessoas já morreram em bombardeios dos Estados Unidos contra embarcações suspeitas de transportar drogas no Caribe e no Pacífico.Entre as vítimas estão pescadores e civis, sem acusação, defesa ou julgamento. Washington passou a classificá-los como “narcoterroristas” e alvos militares. Mesmo que transportassem drogas, não está demonstrado que isso ocorreu. A questão é quando o narcotráfico passou a justificar execuções sumárias.O secretário de Defesa, Pete Hegseth, sinalizou que a ofensiva pode aumentar.Em 12 de agosto, afirmou que uma ação militar contra Cuba não está descartada. Segundo ele, “todas as opções, inclusive as militares, estão sobre a mesa”. Hegseth também anunciou operações conjuntas dos EUA com a Colômbia contra o “narcoterrorismo”. O presidente colombiano Abelardo de la Espriella autorizou a cooperação militar. O Equador, de Daniel Noboa, também ampliou a parceria militar com Washington. O cenário preocupa pela possibilidade de normalização de ataques sem julgamento. A Colômbia possui décadas de conflito armado e milhões de deslocados. Grupos armados convivem com camponeses e comunidades pobres. Por isso, ataques considerados “cirúrgicos” podem atingir civis. A população rural colombiana já sofreu durante décadas com a violência. Agora, pode ser novamente afetada por uma guerra conduzida pelos Estados Unidos.
O termo “narcoterrorismo” mistura cartéis, guerrilheiros, transportadores e suspeitos. Isso transforma pessoas que deveriam ser investigadas em possíveis alvos militares. O México apresenta outra estratégia diante da pressão americana. Claudia Sheinbaum aceita cooperação em inteligência e segurança, mas rejeita tropas dos EUA. Para ela, cooperação não significa subordinação. Equador e Colômbia, portanto, fizeram escolhas diferentes. A política de Trump também recupera a Doutrina Monroe e busca ampliar a influência regional dos EUA. Washington pretende reforçar sua “preeminência” no Hemisfério Ocidental. A possibilidade de decidir onde usar a força preocupa governos latino-americanos. O problema se agrava quando presidentes da região convidam tropas americanas para atuar em seus territórios. Mais de 200 mortes já ocorreram nessa nova ofensiva. Antes que os bombardeios sejam tratados como acontecimentos rotineiros, é necessário questionar sua legalidade e seus riscos. A região precisa recuperar a capacidade de se indignar diante de mortes sem julgamento.
ESTALEIRO É INTIMADO A ENTREGAR DOCUMENTOS SOBRE NEGÓCIOS DO MASTER
Após a prisão do banqueiro, em novembro de 2025, Dovigi recomprou o iate e depois o vendeu a Nik Storonsky, fundador da fintech Revolut. A embarcação passou a ser alvo de uma disputa judicial envolvendo Storonsky e a corretora britânica Cecil Wright & Partners. A corretora afirma ter indicado o negócio e processou Storonsky, cobrando 17,5 milhões de euros em comissão. Avaliado em cerca de 350 milhões de euros, o Nixie tem 102,4 metros de comprimento, piscina de vidro, heliponto e amplo beach club. O iate possui quatro terraços, com 270 metros quadrados de área de convivência, e sistema de propulsão diesel-elétrico. A intimação, porém, não cita especificamente o Nixie. O objetivo é obter informações sobre eventuais negócios entre a Lürssen e pessoas ou empresas relacionadas ao Banco Master. A defesa de Luiz Antonio Bull afirmou que ele desconhece os fatos e não foi comunicado sobre qualquer procedimento relacionado ao assunto. As assessorias de Maurício Quadrado e Reinaldo Hossepian disseram que ambos nunca tiveram relação comercial ou fizeram transações com a Lürssen. Felipe Simonsen e Armando Gallo foram procurados, mas não responderam até a publicação.
EUA PRESSIONAM PAÍSES A ESCOLHER WASHINGTON OU PEQUIM
Os Estados Unidos se preparam para pressionar dezenas de países a escolher entre Washington e Pequim na corrida pela inteligência artificial. Uma minuta do Departamento de Estado prevê alertar que países que aderirem a iniciativas chinesas poderão ser excluídos de uma coalizão de IA liderada pelos EUA. A iniciativa Pax Silica, lançada no ano passado, busca garantir cadeias de suprimentos de IA, semicondutores e minerais críticos. Cerca de 20 países já aderiram, incluindo Japão, Austrália, Coreia do Sul e Cazaquistão, este, importante fornecedor potencial de minerais críticos. A nova carta é destinada aos 35 signatários de uma declaração de cooperação em IA assinada em junho. Washington pretende impedir que a China obtenha recursos estratégicos para desenvolver tecnologias avançadas e preocupa com possíveis aplicações militares e econômicas da inteligência artificial. Em julho, o líder chinês Xi Jinping lançou uma organização internacional rival para ampliar a influência de Pequim no setor e país promove modelos de IA de código aberto como alternativa à tecnologia desenvolvida por empresas americanas. O Cazaquistão é, até agora, o único país que participa das duas iniciativas, apesar da advertência americana de não ser possível ficar dos dois lados. A situação provocou preocupação em Washington, que considera incompatível manter alianças simultâneas com concorrentes. A minuta afirma que a adesão à Pax Silica representa um compromisso e não apenas uma participação simbólica.
"IA" AMEAÇA CRESCIMENTO DO ENSINO SUPERIOR ONLINE
Testes do The New York Times mostraram que ChatGPT, Gemini e Grammarly não recusaram pedidos para produzir trabalhos em nome de estudantes. As empresas afirmam trabalhar com educadores para preservar a aprendizagem e a integridade acadêmica. Plataformas educacionais também admitem que não existe método infalível para impedir agentes de IA de realizarem tarefas. Especialistas alertam que novas formas de fraude podem surgir, incluindo óculos inteligentes e avatares capazes de se passar por estudantes. Diante disso, educadores começam a levar atividades do ambiente virtual para o mundo real. Uma alternativa é oferecer provas presenciais flexíveis, em diferentes dias e locais. Outra estratégia é reformular tarefas, priorizando respostas pessoais e experiências próprias, mais difíceis de serem produzidas artificialmente. O avanço da IA reacende, assim, dúvidas sobre a qualidade e a credibilidade dos diplomas obtidos online. O desafio é encontrar um equilíbrio entre aproveitar os benefícios da tecnologia e garantir que o estudante realmente aprenda. Para especialistas, preservar a integridade acadêmica exigirá mudanças na fiscalização, nas avaliações e na própria estrutura do ensino remoto.
ATAQUES RUSSOS COM MÍSSEIS BALÍSTICOS CONTRA UCRÂNIA
Agora, porém, a vantagem pode desaparecer devido à escassez de interceptadores. Enquanto os estoques ucranianos diminuem, Moscou ampliou a produção e o emprego de mísseis balísticos. Segundo a inteligência militar ucraniana, a Rússia lançou um recorde de 198 mísseis balísticos e hipersônicos em julho. A estimativa é de que Moscou esteja produzindo cerca de 60 mísseis balísticos por mês. Em julho, a produção teria alcançado pelo menos 65 unidades. Zelenski pediu que países europeus, como Espanha e Grécia, cedam parte de seus estoques de Patriot. Entretanto, a guerra com o Irã também reduziu os estoques de interceptadores dos Estados Unidos e de aliados no Golfo. A reposição desses armamentos poderá levar meses ou até anos. A Polônia também avalia enviar um lote de interceptadores Patriot à Ucrânia. O presidente americano Donald Trump, porém, ainda não autorizou novos fornecimentos em quantidade suficiente. Durante encontro com Zelenski, no fim de julho, Trump não confirmou o envio de interceptadores adicionais para os próximos meses. Kiev afirma continuar esperando uma decisão favorável de Washington. Zelenski chegou a sugerir que razões políticas poderiam estar influenciando as decisões americanas sobre o fornecimento de armas. O impasse aumenta a preocupação ucraniana com a capacidade de enfrentar uma nova campanha russa de ataques durante o inverno.