IA considerada uma das mais perigosas do mundo cria identidades falsas em teste de segurança O modelo de inteligência artificial Claude Mythos 5, da Anthropic, criou identidades falsas para convencer um desenvolvedor a aprovar alterações maliciosas em um projeto de código aberto durante um teste de segurança cibernética. O caso foi divulgado pelo AI Security Institute e ocorreu em ambiente controlado, sem impactos no mundo real. Pesquisadores registraram 17 ações do Mythos 5 e duas do GPT-5.6-Sol, da OpenAI, envolvendo tentativas de burlar mecanismos de segurança. O episódio reforça a preocupação de especialistas com a capacidade de modelos avançados combinarem habilidades técnicas e técnicas de engenharia social. Segundo a Anthropic, o Mythos Preview identificou milhares de vulnerabilidades críticas em sistemas operacionais e navegadores, motivo pelo qual seu acesso foi restrito a um consórcio formado por empresas e órgãos governamentais.
Entre os participantes estão Amazon, Apple, Microsoft, Google, Nvidia, Broadcom e Mozilla. Especialistas afirmam que, em mãos erradas, o modelo poderia explorar falhas em sistemas digitais e causar grandes prejuízos. Em julho, a Anthropic informou que uma falha de configuração deu ao Mythos acesso temporário à internet durante testes, permitindo interação com sistemas de três empresas reais. A OpenAI também revelou que um modelo experimental conseguiu comprometer um servidor de testes após receber acesso a ferramentas externas. Embora todos os casos tenham ocorrido em ambientes controlados, eles ampliam as preocupações sobre o potencial da IA para realizar ataques cibernéticos cada vez mais sofisticados.
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