A divulgação de milhões de novos documentos da investigação dos EUA sobre Jeffrey Epstein ampliou a lista de pessoas ricas e influentes ligadas ao financista e criminoso sexual. O material, tornado público em 30 de janeiro, reúne cerca de três milhões de páginas, imagens, vídeos e e-mails, citando nomes como Elon Musk, Bill Gates, Donald Trump, Richard Branson e membros da realeza britânica. As autoridades destacam que a simples menção nos arquivos não indica envolvimento em crimes, e muitos citados negam irregularidades. A divulgação ocorreu após a sanção da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, assinada por Donald Trump, embora parlamentares afirmem que ainda há documentos retidos. Entre os citados, Elon Musk aparece em e-mails sobre viagens, mas afirma nunca ter visitado a ilha de Epstein. Bill Gates é mencionado em mensagens atribuídas a Epstein, que Gates classifica como falsas.
Donald Trump surge diversas vezes em denúncias não verificadas reunidas pelo FBI, mas nega qualquer envolvimento criminoso. O príncipe Andrew é citado em fotos sem contexto claro, enquanto Richard Branson aparece em trocas de mensagens que, segundo a Virgin, se limitaram a contatos profissionais antigos. Sarah Ferguson, ex-esposa do príncipe Andrew, é mencionada em e-mails sem indícios de irregularidade. Documentos indicam pagamentos ligados a Lord Mandelson, que afirma não ter sido cúmplice dos crimes e lamenta a associação com Epstein. Steve Bannon trocou mensagens com Epstein sobre imagem pública após condenações, mas não respondeu aos pedidos de comentário. Outros nomes citados incluem Miroslav Lajčák, Howard Lutnick, Larry Summers, Sergey Brin, Ehud Barak e líderes do esporte e entretenimento, muitos dos quais reconheceram contatos, mas negaram qualquer crime. As investigações seguem gerando repercussão política e internacional, enquanto vítimas e autoridades cobram total transparência e responsabilização.
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