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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

CHUVAS MATARAM MUITAS PESSOAS EM PORTUGAL, ESPANHA E MARROCOS

Chuva forte faz quase 40 mortos em MarrocosChuvas torrenciais mataram mais de 50 pessoas em Portugal, Espanha e Marrocos desde 16 de janeiro. Volumes excepcionais de água e ventos com força de furacão provocaram evacuações em massa e prejuízos bilionários. Estudo de atribuição aponta que a mudança climática intensificou em ao menos 11% os temporais. Dados observacionais indicam que, no sul do Mediterrâneo Ocidental, a chuva diária foi 36% mais intensa. A área inclui o sul da Península Ibérica e o norte marroquino. O evento é considerado raro, esperado estatisticamente a cada 40 anos. Em Grazalema, choveu em poucos dias o previsto para um ano. Em partes de Marrocos e Portugal, episódios assim só ocorreriam uma vez por século. No norte da região estudada, a intensidade foi 29% maior. Modelos climáticos comparando o cenário atual ao pré-industrial confirmam intensificação mínima de 11%. No sul, os resultados são menos conclusivos.
Segundo Clair Barnes, do Imperial College London, é difícil separar tendências de longo prazo. O estudo foi conduzido pelo World Weather Attribution, com pesquisadores de 11 países. O grupo investiga o papel do aquecimento global em eventos extremos. 

Análise do Climate Central integrou o relatório. Um rio atmosférico foi intensificado por forte onda de calor no Atlântico. A água mais quente elevou a umidade transportada até a Península Ibérica e o Marrocos. A onda de calor marítima tornou-se dez vezes mais provável devido às mudanças climáticas. Atmosfera mais quente retém mais umidade, agravando tempestades. Na Espanha, mais de 10 mil pessoas foram evacuadas em 19 localidades. Madri destinou € 7 bilhões às áreas afetadas. O país ainda se recuperava das enchentes em Valência que mataram mais de 230 pessoas. Estudo na revista Nature indicou aumento de 21% nas chuvas em outubro de 2024. Análise rápida anterior do WWA apontara 12% de influência climática. Com mais dados, a responsabilidade do aquecimento global fica mais evidente. Em Portugal, seis pessoas morreram em nove tempestades. Ventos de 202 km/h causaram apagão para um milhão de pessoas. O governo português anunciou € 3,5 bilhões para reconstrução. No Marrocos, 43 morreram, 300 mil ficaram desalojados e 110 mil casas foram destruídas. Especialistas defendem planejamento urbano e infraestrutura com foco em redução de riscos e adaptação climática.

 

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