Após um domingo de medo, o México mobilizou 10 mil militares para conter o caos no oeste do país, após operação que matou Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nueva Generación. A presidente Claudia Sheinbaum elogiou as Forças Armadas e afirmou que o país começa a retomar a normalidade. Ela reconheceu apoio de inteligência dos EUA, mas disse que a ação foi conduzida por forças mexicanas. “El Mencho” morreu a caminho da Cidade do México. O presidente dos EUA, Donald Trump, cobrou ofensiva maior contra os cartéis. Na operação, morreram ao menos 25 agentes da Guarda Nacional, além de outros servidores e cerca de 30 criminosos. Uma mulher ligada ao traficante ajudou a localizá-lo em Tapalpa, perto de Guadalajara.Cidades como Puerto Vallarta viveram ataques com carros incendiados, saques e bloqueios. Moradores relataram explosões, suspensão de transportes e orientação para ficar em casa. Especialistas como Raúl Benítez Manaut, da Universidad Nacional Autónoma de México, avaliam que o cartel pode se fragmentar, como ocorreu com o Cartel de Sinaloa. Vicente Sánchez Munguia, do Colegio de la Frontera Norte, alerta para risco de expansão da violência, já que o grupo atua em 23 estados. Fundado em 2009, o cartel tornou-se um dos mais poderosos do México, atuando no tráfico de drogas, extorsão e outras atividades criminosas. A morte de “El Mencho” abre uma nova fase de incertezas no país.
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