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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

AUTORIZADO LANÇAMENTO DE 1 MILHÃO DE SATÉLITES

Mais de 1 milhão de satélites podem ser lançados na órbita da Terra |  CienciaEm 30 de janeiro de 2026, a SpaceX pediu à Comissão Federal de Comunicações dos EUA autorização para lançar até 1 milhão de satélites a fim de abastecer centros de dados no espaço. A proposta prevê operação entre 500 e 2.000 km na órbita baixa, com exposição quase constante ao Sol. O projeto integra a expansão das megaconstelações, satélites de ciclo curto (cerca de cinco anos) e função específica. Em fevereiro de 2026, havia cerca de 14 mil satélites ativos e outros 1,23 milhão em desenvolvimento. A aprovação atual considera basicamente dados técnicos, ignorando impactos culturais e ambientais. Especialistas alertam que o céu noturno mudará de forma permanente para as próximas gerações. Satélites refletem luz após o pôr do sol e antes do amanhecer, ampliando a poluição luminosa. Projeções indicam que o brilho artificial aumentará significativamente. Em 2021, estimou-se que, em menos de uma década, 1 em cada 15 pontos visíveis no céu seria satélite. A substituição contínua garante presença industrial permanente na órbita. Cresce o risco da síndrome de Kessler, com colisões em cadeia e mais de 50 mil detritos já catalogados. Sem manobras eficazes, pode ocorrer grande colisão a cada 3,8 dias.

Há impactos na Astronomia, na navegação e nas tradições culturais indígenas. Também existem preocupações com consumo de combustíveis, danos à camada de ozônio e depósito de metais na atmosfera. Pelo direito espacial internacional, países respondem por danos causados por seus objetos espaciais. Mas há lacunas para responsabilizar empresas privadas. Especialistas defendem a criação de uma Avaliação de Impacto do Céu Escuro. A medida reuniria cientistas, comunidades e indústria para analisar efeitos cumulativos. A proposta inclui critérios claros, mitigação de brilho e transparência nas decisões. Não impediria o desenvolvimento espacial, mas tornaria o processo mais justo. O céu já está mudando — governos precisam agir antes que as alterações se tornem irreversíveis. 

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