A morte do narcotraficante Cartel Jalisco Nova Geração desencadeou uma onda de violência no México que deixou 25 membros da Guarda Nacional mortos, segundo o governo. Os agentes foram vítimas de seis ataques em Jalisco. Também morreram 34 suspeitos e outras três pessoas. Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, foi morto em operação militar no domingo (22). Ele era o líder do cartel e o criminoso mais procurado do país. O ministro da Segurança, Omar García Harfuch, informou que, além dos guardas, morreram um agente penitenciário, um integrante do Ministério Público estadual e uma mulher não identificada. Cerca de 30 suspeitos foram mortos em Jalisco e quatro em Michoacán. Ao todo, 70 pessoas foram presas em sete estados.
O secretário da Defesa, Ricardo Trevilla, afirmou que o paradeiro de El Mencho foi descoberto após visita da namorada. O México permanece em alerta, com escolas fechadas em ao menos oito estados. A presidente Claudia Sheinbaum pediu calma e disse que bloqueios em estradas foram removidos após 229 registros no domingo. Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump cobrou maior combate aos cartéis. O governo americano confirmou ter fornecido informações para a operação. Ex-policial, El Mencho expandiu o cartel na última década, com tráfico de cocaína, metanfetamina e fentanil, além de extorsão. O grupo se tornou rival do Cartel de Sinaloa, ligado a Joaquín "El Chapo" Guzmán, preso nos EUA. Autoridades americanas já haviam oferecido recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura do traficante.
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