O clima no Supremo Tribunal Federal piorou após a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master. Ministros suspeitam que reuniões internas foram gravadas e vazadas ao site Poder360. A reportagem descreveu encontros reservados com Luiz Edson Fachin, Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraese Cármen Lúcia. Magistrados disseram que várias falas foram reproduzidas literalmente, embora algumas tenham sido distorcidas. Eles afirmam ainda que trechos negativos a Toffoli ficaram fora do texto, o que levantou suspeitas contra o próprio ministro. Procurado, Toffoli negou ter gravado qualquer colega. Ministros relataram estar “atônitos” e classificaram o vazamento como traição e quebra de confiança. Três reuniões ocorreram: uma antes da sessão e duas depois, todas sem assessores presentes. Um magistrado disse que a crise tende a piorar, pois alguém transmitiu conteúdo detalhado das conversas à imprensa. Segundo o site, oito ministros defendiam manter Toffoli na relatoria do inquérito sobre fraudes do banco de Daniel Vorcaro. Fachin e Cármen Lúcia teriam apoiado a saída.
Também defenderam a permanência Nunes Marques, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin. Após fala de Dino sobre o contexto político, Toffoli decidiu se afastar voluntariamente. Mendonça foi sorteado novo relator, evitando declarar suspeição e preservando atos já praticados. Na sexta, Mendonça reuniu-se com delegados da Polícia Federal do Brasil para entender o andamento da investigação.
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