Michel Ortega Casanova, um dos quatro cubanos mortos pela guarda costeira de Cuba na quarta-feira (25), queria “acender uma faísca” para provocar uma revolta na ilha, disse à AFP um aliado anticomunista na Flórida. Casanova e outros nove cubanos residentes nos Estados Unidos entraram armados em águas cubanas. Ao serem interceptados, abriram fogo e feriram um militar, segundo o Ministério do Interior. Quatro morreram, incluindo Casanova. Seis feridos estariam detidos no hospital Arnaldo Milián Castro, em Santa Clara. O regime classificou a ação como “infiltração com fins terroristas”. Wilfredo Beyra, do Partido Republicano de Cuba, afirmou que Casanova queria combater a “narcotirania” e incentivar um levante popular. Beyra disse ter alertado que não era o momento para esse tipo de ação, mas afirmou que há grupos dispostos a pegar em armas. As autoridades cubanas informaram que os envolvidos são cidadãos cubanos residentes nos EUA. O barco tinha matrícula americana. Uma fonte americana disse à AFP que ao menos dois tripulantes tinham cidadania dos EUA.
Segundo a mídia estatal, havia fuzis, pistolas e coquetéis molotov a bordo. O líder cubano Miguel Díaz-Canel declarou que o país se defenderá de agressões “terroristas”. O chanceler Bruno Rodríguez afirmou que Cuba enfrenta infiltrações vindas dos EUA desde 1959. Carlos de Cossío disse que Havana mantém contato com Washington, que cooperará nas investigações. O secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os EUA investigarão o caso e responderão proporcionalmente, negando vínculo oficial com o grupo. As tensões entre EUA e Cuba aumentaram após a captura de Nicolás Maduro por forças americanas, afetando o envio de petróleo à ilha. Com embargo reforçado, Cuba enfrenta escassez de combustível, apagões prolongados, crise econômica e falta de medicamentos. Sem a Venezuela como principal fornecedora, os cortes de energia chegam a 20 horas diárias em algumas regiões. O Tesouro americano informou que empresas dos EUA podem revender petróleo venezuelano a Cuba, se destinado ao setor privado.
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