Michelle Cowley, especialista em comunicação que vive em Londres, cancelou férias de US$ 16 mil na Walt Disney World, na Flórida, após os filhos desistirem da viagem. A decisão foi influenciada por notícias envolvendo o Serviço de Imigração dos EUA e por declarações do presidente Donald Trump. Os EUA foram o único grande destino global a registrar queda no turismo em 2025, segundo o World Travel & Tourism Council. Houve recuo de 6% no ano e nova baixa de 4,8% em janeiro. A U.S. Travel Association estima que a ausência de 11 milhões de visitantes represente bilhões em perdas. O Canadá, segundo maior emissor, reduziu viagens em 28%. Alemanha e França também caíram; o Reino Unido cresceu apenas 0,5%. O governo elevou barreiras: proibiu viajantes de alguns países, criou taxa de visto de US$ 250 e ampliou a fiscalização em fronteiras. Pode ainda exigir histórico de redes sociais, o que ameaça gerar perda de até US$ 15,7 bilhões, segundo o WTTC. A FIFA Copa do Mundo de 2026 pode ajudar a reverter o quadro, mas a Oxford Economics prevê crescimento modesto de 3,9%.Na Flórida, visitantes canadenses caíram 14,7%. A aérea WestJet reduziu voos; a Air Transat suspenderá operações no estado. A The Walt Disney Company relatou dificuldades na visitação internacional. Reservas para parques da Disney em Paris e Tóquio triplicaram. Dados da Cirium mostram queda de 14,2% nas reservas da Europa para julho. Na França, pacotes aos EUA recuaram quase 40%. Agências britânicas ampliam foco na Ásia e Oriente Médio. Operadoras afirmam que preços, câmbio e percepção política influenciam decisões. Apesar disso, empresas como a Ocean Holidays veem reservas fortes para 2026 e 2027.
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