Um juiz de imigração dos Estados Unidos rejeitou a tentativa do governo do presidente Donald Trump de deportar o estudante da Universidade de Columbia, Mohsen Mahdawi, preso após protestos pró-Palestina. A decisão foi detalhada por advogados em documento enviado ontem, 17, a um tribunal federal de apelações em Nova York, que avaliava sua libertação da custódia migratória em abril. O caso integra uma série de derrotas do governo em ações para deter e deportar estudantes estrangeiros envolvidos em ativismo pró-Palestina ou crítico a Israel nos campi universitários. A juíza de imigração Nina Froes afirmou que o Departamento de Segurança Interna não provou que Mahdawi pudesse ser deportado. Segundo ela, o pedido se baseava em um documento não autenticado assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio. Mahdawi declarou que a decisão defende o direito de falar por paz e justiça. O governo ainda pode recorrer ao Conselho de Apelações de Imigração, ligado ao Departamento de Justiça. Nascido em um campo de refugiados na Cisjordânia, ele foi detido em abril de 2025 durante entrevista sobre cidadania americana.
Um juiz ordenou rapidamente que não fosse deportado nem retirado do estado de Vermont. Após duas semanas preso, foi libertado por ordem do juiz distrital Geoffrey Crawford em Burlington. Em outro processo, em 29 de janeiro, um juiz encerrou a tentativa de deportação da doutoranda da Universidade Tufts Rumeysa Ozturk. Ela havia sido alvo após coassinar artigo criticando a resposta da universidade à guerra de Israel em Gaza. No mês passado, um juiz federal em Boston concluiu que o governo adotou política ilegal de deter e deportar acadêmicos estrangeiros. Segundo a decisão, a prática restringia a liberdade de expressão nas universidades. O Departamento de Justiça recorre dessa decisão
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