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domingo, 22 de fevereiro de 2026

DESCONFIANÇA ENTRE MINISTROS DO STF E DO GOVERNO

As investigações do STF (Supremo Tribunal Federal) contra servidores da  Receita Federal ampliaram o clima de desconfiança entre ministros do  tribunal e setores do governo Lula. Enquanto magistrados suspeitam terem  sido ilegalmenteAs investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre servidores da Receita Federal ampliaram a desconfiança entre ministros da corte e setores do governo Lula. Magistrados suspeitam ter sido alvo de investigação ilegal, enquanto investigadores temem virar bodes expiatórios no caso Banco Master. O ministro Alexandre de Moraes determinou o rastreamento de acessos a dados fiscais de cerca de 140 pessoas, incluindo parentes de magistrados. Uma ala do STF quer saber se informações clandestinas foram usadas para abastecer investigações da Polícia FederalMinistros não atribuem suspeitas à cúpula do governo, mas desconfiam de auditores da Receita. A hipótese é que dados fiscais tenham sido repassados sem autorização do tribunal. Isso poderia comprometer o inquérito sobre fraudes do Banco Master e gerar punições a auditores. O STF informou ter identificado múltiplos acessos ilícitos ao sistema da Receita, com vazamento posterior. Aliados de Lula avaliam que culpar os órgãos pode tentar desqualificar reportagens que ligam magistrados ao escândalo. O Planalto acompanha o caso com cautela para evitar desgaste institucional. Quatro servidores da Receita foram alvo de operação da PF por suspeita de acesso irregular. A Receita confirmou indícios de quebra de sigilo de ministros e familiares. Integrantes do governo veem a Receita na mira do STF. Emissários reforçam que não há ingerência política nas apurações.

Ministros mais incomodados incluem Moraes, Dias Toffoli e Gilmar MendesAuxiliares de Lula afirmam que a cúpula da Receita não participou das irregularidades. Sustentam que os acessos são rastreáveis e que os vazamentos são graves. Para o governo, o foco deve ser Daniel Vorcaro, dono do Master. As fraudes podem custar mais de R$ 55 bilhões ao sistema bancário e gerar impacto no Banco de Brasília (BRB). O rombo no banco público será coberto pelo Governo do DF. A relatoria do caso passou de Toffoli para André MendonçaO diretor da PF, Andrei Rodrigues, entregou relatório ao presidente do STF, Edson FachinO documento trazia dados do celular de Vorcaro com menções a Toffoli. Ministros questionaram a legalidade da apuração por falta de autorização do STF. Moraes determinou a investigação após reportagem sobre contrato da esposa de magistrado com Vorcaro. O ambiente na corte piorou após o relatório. A saída de Toffoli da relatoria foi sacramentada. Mesmo assim, o clima de desconfiança persiste. Mendonça limitou o acesso a documentos apenas aos investigadores diretos. 

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