O cancelamento do tradicional Festival del Habano, realizado há 27 anos, virou símbolo da grave crise econômica em Cuba. Em 2025, o leilão do evento ainda arrecadou 16,4 milhões de euros, mas a população sofre com a escassez. Cerca de 9,6 milhões de cubanos enfrentam racionamento energético agravado por sanções dos EUA. Moradores relatam cozinhar com carvão e lenha e aumento de pessoas buscando comida no lixo. A população descreve sentimento generalizado de cansaço, desesperança e resignação. Além do bloqueio energético recente, pesa o embargo americano em vigor desde 1962. A economia cubana encolheu aproximadamente 5% no último ano. Washington ameaçou punir países que forneçam petróleo à ilha. O governo cubano reagiu com medidas de emergência para poupar recursos. Foram fechados hotéis e escolas e reduzida a jornada de trabalho. Universidades migraram para ensino remoto. Houve restrição no comércio de combustível e nas viagens entre províncias. A crise afeta hospitais, impedindo exames, cirurgias e radiografias.
Sem ventilação adequada, cresceram doenças transmitidas por mosquitos. A população depende de vizinhos, familiares e igrejas para se alimentar. O fornecimento elétrico chega a apenas oito horas diárias em Havana. Em outras regiões, apagões alcançam até 22 horas por dia. Alguns países enviaram ajuda humanitária à ilha. O México mandou alimentos e produtos básicos. O Chile prometeu recursos via Unicef. A Rússia prepara envio de petróleo. Especialistas classificam a situação como “contração controlada” da economia. O governo teria paralisado atividades para administrar a escassez. Analistas acusam os EUA de promover uma guerra econômica contra Cuba. Também afirmam existir risco de catástrofe humanitária. Ainda assim, avaliam que não há colapso imediato do regime. Segundo eles, a população não demonstra sinais de rendição.
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