O presidente Luiz Inácio Lula da Silva prossegue com sua catilinária de defesa de ditadores, a exemplo da constante manifestação contra a prisão do sanguinário Nicolas Maduro. Na verdade, é condenável a ação de Donald Trump de mandar seus policiais descerem numa noite do mês de janeiro, em Caracas, para capturar, prender e conduzir o ditador venezuelano, juntamente com sua esposa, Célia Flores, para prisão nos Estados Unidos. Todavia, essa ação americana, no governo Trump, tornou-se comum e o mundo não assume posicionamento contra essa estúpida invasão. Há, induvidosamente, desrespeito à independência dos países, mas os Estados Unidos, através de Trump, não se preocupa com esse "pormenor" e prossegue na sua administração de invadir residências americanas ou assim proceder em diversos países, sem merecer repulsa das nações democráticas. O casal Maduro está em Nova York, onde responde aos crimes de tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Mas Trump não é autoridade competente para promover essa invasão, visando apuração de crimes.
Se os Estados Unidos invadem a Venezuela para prender o presidente e sua esposa, a Rússia adentra em território ucraniano, Israel mata impiedosamente em Gaza e prossegue em vigência a lei do mais forte. Há mais de quatro anos, os russos contentam-se em matar ucranianos fora dos limites do território russo; Israel, com decidido apoio de Trump, penetra em área de Gaza e mata quem atravessar pela frente, sejam idosos, mulheres ou crianças, destrói hospitais, prédios e residências, naturalmente, em apoio à pregação de Trump de transformar Gaza em "uma luxuosa Riviera do Oriente Médio". O governante israelense, Netanyahu, criminoso como Trump, deleitam-se com as manifestações americanas no sentido de expulsar mais de 2 milhões de palestinos de seu próprio país e prosseguem na sua sina de matar os moradores de Gaza e o mundo, em silêncio, assiste à carnificina praticada. Para o primeiro-ministro de Israel é importante continuar com os ataques criminosos em Gaza, pois em função disso tem evitado ser julgado pelos crimes que responde na Justiça israelense.
Donald Trump em pouco mais de um ano já disse a que veio: brigar e matar. Ele não se importa para ouvir o Congresso do seu país na aplicação de suas punições financeiras ou mesmo para invasão de outras nações. Bombardeios foram executados contra Venezuela, Síria, Iraque, Irã, Nigéria, Iêmen e Somália. No ataque ao Irã, no mês de junho, a Força Aérea e a Marinha conseguiram destruir parte de três instalações nucleares. A motivação para esse crime foi de conter o desenvolvimento de armas de destruição em massa, que alega ser prática do governo iraniano. A doutora em Direito Internacional, Priscila Caneparo, sobre os ataques americanos, declarou: "A partir do momento que o Trump sobe ao poder, ele começa a ver que as políticas europeias não se coadunam com aquilo que ele quer para o mundo. Ele não acredita mais nas organizações internacionais e tende a levar justamente ao pensamento dos anos 80, da década de 80, de que os Estados Unidos têm que ter o controle da paz e da segurança mundial.
Salvador, 23 de fevereiro de 2026.
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