A Justiça da Venezuela concedeu liberdade a 379 presos políticos na noite de sexta (20), um dia após a aprovação de uma lei de anistia. O anúncio foi feito pelo deputado Jorge Arreaza, que acompanha a aplicação da medida após a queda de Nicolás Maduro. Horas antes, a líder interina Delcy Rodríguez disse que a norma representa um passo rumo a uma Venezuela “mais democrática”. Os libertados devem deixar a prisão até a manhã de hoje, 21. Segundo a ONG Foro Penal, ainda havia cerca de 650 presos políticos antes dessa nova leva. Especialistas afirmam que militares acusados de terrorismo podem ficar fora da anistia. Familiares de detidos criticaram o alcance limitado da lei. O ministro da Defesa Vladimir Padrino classificou a medida como passo para estabilidade nacional. As Forças Armadas são base da chamada Revolução Bolivariana e apoiam a atual liderança. Delcy afirmou que o perdão foi um “ato de grandeza”.
Familiares mantiveram vigília em frente a prisões desde janeiro. Um grupo de mulheres fez greve de fome até a aprovação da lei. O diretor do Foro Penal, Alfredo Romero, disse que a anistia não é automática e depende de tribunais. Para o jurista Ali Daniels, a norma tem falhas estruturais. O opositor Juan Pablo Guanipa recebeu liberdade plena após nova detenção. Ele é aliado de María Corina Machado. A agenda do governo inclui abertura petrolífera e reaproximação com os EUA. A Espanha pretende pedir à União Europeia suspensão de sanções. Autoridades americanas mantêm pressão sobre Caracas. Na quarta (18), o general Francis Donovan reuniu-se com autoridades venezuelanas.
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