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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

TOFFOLI E O FUNDO DE INVESTIMENTOS NO CASO TAYAYÁ

Como é o resort Tayayá, envolvido na polêmica entre Toffoli e Daniel  Vorcaro | Política | Valor EconômicoO fundo de investimentos usado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para comprar parte da participação do ministro do STF Dias Toffoli no resort Tayayá movimentou R$ 35 milhões, segundo extratos obtidos pelo Estadão. Os aportes coincidem com a formação da sociedade entre o fundo e empresa ligada ao ministro. As datas também batem com mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro cobrando do cunhado, o pastor Fabiano Zettel, aplicações no empreendimento. Zettel era o único cotista do fundo Leal, que investia por meio do FIP Arleen — utilizado para adquirir a fatia da família Toffoli no resort em Ribeirão Claro (PR). Em 27 de setembro de 2021, o FIP Arleen tornou-se sócio das empresas do Tayayá. Na ocasião, comprou metade da participação de R$ 6,6 milhões em capital social da Maridt S.A., empresa da família Toffoli. O valor de R$ 3,3 milhões refere-se apenas ao capital social adquirido. Documentos indicam que o investimento total no empreendimento — avaliado em mais de R$ 200 milhões — chegou a R$ 35 milhões. Extratos mostram que, em outubro e novembro de 2021, Zettel aportou R$ 20 milhões no fundo Leal, que repassou valores semelhantes ao FIP Arleen.

O pastor afirmou ter saído do fundo em 2022, mas registros indicam que permaneceu como cotista e continuou aportando. Conversas de 2024 mostram Vorcaro cobrando novos repasses ao resort. Em maio, escreveu: “Você não resolveu o aporte do fundo Tayayá?”. Em outra troca determinou: “Paga tudo hoje”. Em agosto voltou a pressionar sobre a transferência do dinheiro. Extratos indicam novo aporte de R$ 15 milhões em julho de 2024. O repasse ao FIP Arleen ocorreu em fevereiro de 2025, pouco antes de a Maridt vender o restante da participação à PHB Holding. Após reunião do STF, Toffoli deixou a relatoria do caso, que passou a André Mendonça. O ministro avaliou a conversa como positiva e disse haver consenso. Com isso, foi extinto o processo que analisava eventual suspeição. O relatório foi enviado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em nota, Toffoli admitiu receber dividendos da Maridt, mas negou repasses de Vorcaro. Afirmou que a empresa é familiar e regularmente declarada à Receita Federal. Disse ainda que a Lei Orgânica da Magistratura permite ao juiz integrar sociedade e receber dividendos. A norma apenas proíbe atuação na gestão administrativa. 

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