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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ESTUDANTES NAS RUAS PEDEM LIBERDADE DE PRESOS POLÍTICOS

Estudiantes en las calles por amnistía y libertad de los presos políticos -  Latinoamerica - Ansa.itPela primeira vez desde a captura do ditador Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, ruas de Caracas e de outras cidades da Venezuela ecoaram “Não temos medo!”. Nas redes, venezuelanos citaram versos de Violeta Parra em apoio aos estudantes. No Dia da Juventude, milhares protestaram pela libertação de presos políticos — muitos nem haviam nascido quando o chavismo chegou ao poder. Ao mesmo tempo, a Assembleia Nacional, dominada pelo grupo fundado por Hugo Chávez, discutia uma lei de anistia ampla, mas adiou a votação final. Na Universidad Central de Venezuela (UCV), uma faixa dizia: “Prisioneiros, nossa rebelião se incendeia”. O presidente da Federação dos Centros Universitários, Miguelangel Suárez, afirmou que cerca de 5 mil estudantes participaram em Caracas e previu mobilizações ainda maiores. O estudante Franco Gil relatou clima de esperança e defesa de uma anistia que inclua todos os presos e permita o retorno de exilados. Ele destacou o simbolismo do 12 de fevereiro, data que lembra estudantes mortos na luta pela independência em 1814. Segundo Gil, os gritos de ordem incluíram “Liberdade para os presos políticos”, “Não mais repressão” e “Chavismo fora do poder”.

Para o cientista político José Vicente Carrasquero Aumaitre, da Universidad Simón Bolívar, os atos mostram que a sociedade exige liberdade plena e desconfia de uma anistia parcial ou de um processo legislativo pouco transparente. Em sua rede Truth Social, o presidente Donald Trump afirmou que as relações entre EUA e Venezuela são “extraordinárias”, elogiou Delcy Rodríguez e disse que o petróleo “começa a fluir”. Também destacou o trabalho do secretário de Estado Marco RubioSuárez classificou o ato como a maior mobilização desde janeiro de 2025, com protestos em vários estados. Segundo ele, os estudantes exigem o fim da repressão, liberdade para presos políticos e participação nas decisões do país. Em paralelo, dois navios mexicanos atracaram em Havana com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária a Cuba, em meio à crise econômica agravada por pressões de Washington. Rússia e Chile também prometeram assistência. 

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